29 May, 2012

Brian Baker. Quem?... Pois...


Com o arranque do segundo Grand Slam da temporada, o torneio parisiense de Roland Garros, agora com a terra naturalmente vermelha, escolhi como destaque para estes primeiros dias do torneio um dos seus atores “menores”, mas que, mais que as grandes estrelas, tem sido o principal tópico de conversa lá por fora mas também em Portugal. Refiro-me ao americano de 27 anosBrian Baker.

Brian Baker, americano de 27 anos, natural de Nashville, Tennessee, que ainda o ano passado era treinador de ténis em uma Universidade, e que ainda a semana passada chegou à final do torneio de Nice, depois de passar pelo qualifying, está a fazer uma volta à competição absolutamente inspiradora, após 7 anos, cinco cirurgias e muitas, muitas lesões. 

Depois do autêntico conto de fadas que foi a sua participação no torneio de Nice, o americano recebeu um Wild Card para entrada direta no quadro do segundo Major da temporada. Atualmente no número 140 do ranking ATP, Brian Baker derrotou na primeira ronda o Belga Xavier Malisse em três sets. 

Ao vê-lo jogar ficamos com a impressão de alguém que está acima de tudo a aproveitar os breves momentos de prazer que é jogar em um grande palco contra grandes jogadores, e isso é acima de tudo inspirador.
Já ontem na sua conferência de imprensa após o jogo foi-lhe perguntado a lista completa das cirurgias a que já foi submetido.

“Em 2005 cirurgia à anca esquerda.
Em 2006 cirurgia a uma hérnia abdominal.
Em 2008 três cirurgias: em Fevereiro cirurgia de reparação dos ligamentos do cotovelo direito, em Abril nova cirurgia à anca esquerda e em Junho cirurgia à anca direita.“


Quanto ao seu jogo, apesar de não ser um jogador com uma grande arma, tem pancadas muito rápidas e compactas. Se tivesse 17 anos a sua esquerda estaria por certo a ser descrita como a pancada mais excitante e prometedora da atualidade. Uma esquerda compacta, “limpa” e muito rápida quase a lembrar Andre Agassi. 

E não é esta a única semelhança com o seu conterrâneo “all of famer”. Em novembro de 1997, Andre Agassi então com 27 anos estava classificado no 141º lugar do ranking Exatamente o mesmo que o atual ranking de Brian Baker. Agassi ainda viria a ganhar vários torneios do Grand Slam e a ser número #1 mundial. 

Podemos sempre sonhar, e Brian Baker também.

22 May, 2012

IT'S A GIRL


É com prazer que partilho com os leitores e amigos do blog OnLine Tennis... que vou ter uma menina lá para o final Outubro.

Já estou a pensar em algumas coisas.. mas não digo o que é! :)

Talvez isto :)


Abraço.

Baixa Tensão - Report #2


Caros leitores,

Fica aqui o meu segundo report sobre a minha experiência sobre jogar com raquetes encordoadas com tensões (muito) mais baixas que o normal, especificamente a 15kg.
Na passada semana fiz um treino completo com a minha raquete Vantage, 100sqin, 310g (com mais 8 gramas adicionados) e um equilíbrio de 325mm.

Em relação à minha primeira experiência, esta segunda sessão foi bem mais positiva. Uma diferença fundamental é que esta sessão foi em treino e não em jogo (apesar de ter feito pontos). Por muito que custe .. é diferente. 

O swing é mais livre e "abandonado", e como tal a bola sai com mais spin e mais controlada. Desta vez senti menos a sensação exagerada de vibração da raquete, a que atribuo a um período de adaptação normal.

Mas mais do que ser eu a contar a minha experiência, nada melhor do que as palavras de alguém mais "independente" que, não tendo iniciado esta experiência, sentiu-se tentado a experimentar e partilhou com o blog Online Tennis a sua opinião.

Fernando Filipe, o dinamizador da conhecida loja online de material de ténis, a FerfilTénis, que também embarcou nesta experiência, teve aparentemente uma experiência muito positiva. 

Depois de jogar duas horas com a Dunlop Aerogel 300 encordoada a 15kg com a MSV Focus Hex 1.27, a primeira reação de Fernando Filipe foi extremamente positiva: "só tenho boas coisas a dizer deste tipo de encordoação. Por incrível que pareça encontrei muito mais controlo, mais spin e mais potência. Infelizmente senti muito mais a vibração da raquete, mas também joguei sem anti-vibrador".

Conhecido pelo seu primeiro serviço canhão, Fernando Filipe sentiu uma grande melhoria no seu segundo serviço em kick. "no serviço em kick vi a bola a subir acima da cabeça do meu adversário. Ainda fiz alguns 1º serviços (mais chapados) e consegui ter o mesmo controlo e mais potência, ao ponto do adversário não conseguir responder."

Em relação ao controlo - que é afinal a grande questão nesta experiência - Fernando Filipe refere ainda que "para se obter controlo absoluto é necessário maior rapidez no swing e é necessário uma pega ligeiramente mais fechada, mas a bola entra com convicção, bem pesada e spinada".


Apesar de não estar tão entusiasmado como o Fernando, e apesar de algumas reservas, em grande parte subscrevo estas notas, i.e., coincidem com a minha experiência. Acrescento ainda que apesar da baixa tensão, não se nota praticamente qualquer movimento das cordas. Depois de se bater a bola as cordas ficam invariavelmente no seu local correto.

Já agora aproveito para esclarecer uma dúvida que recorrentemente me tem enviado. Segundo a teoria esta experiência será válida apensa para cordas mono-filamento. As cordas multi-filamento a esta tensão mais baixa perdem imenso a performance.

Os testes seguem e adoraria recolher experiências de mais leitores do blog.

Próximo passo: 12 Kg? :)

13 May, 2012

Baixa Tensão - Report #1


Viva.

Hoje fui jogar pela primeira vez com a raquete encordoada a 15kg. E o resultado não foi brilhante.

De certo modo faz algum sentido, uma vez que uma mudança tão drástica requer algum tempo de habituação.

Durante o aquecimento notei rapidamente que a superfície de encordoação era muito mais macia. Não um macio "mau", mas mais semelhante ao que se nota quando jogamos com tripa natural.

As bolas não voam sem qualquer controlo como se poderia pensar ao primeiro imaginar uma raquete encordoada com 15kg. Tive mais saída de bola do que com 23kg, mas não muito mais. Alguma profundidade adicional ao bloquear algumas bolas e spin, muito spin. Este é para já a primeira conclusão deste teste. Obtive muito mais spin com esta tensão de encordoação do que utilizando a mesma corda e a mesma raquete mas encordoada com 23kg.

Onde esteve então o problema? Naquelas bolas que costumo chamar os "put away shots". Aquela bola para winner que temos mesmo de ganhar. Psicologicamente foi-me difícil bater na bola do mesmo do que com a tensão normal. Ao avançar para a bola tive sempre o reflexo de não bater tão forte devido à menor tensão. E já todos sabemos o resultado disso, certo? Pois.

Outro fator menos positivo foi una pequena dor no braço que senti ao jogar. Não sei se foi devido a sentir uma maior vibração ou se não está sequer relacionado. Necessito confirmar em futuros testes.

Algo que me surpreendeu verdadeiramente é que a corda (Kirschbaum Pro Line II) não mexeu mais do que quando encordoada com a sua tensão "normal". Manteve-se sempre no sítio depois de cada pancada.

Quarta-feira que vem tenho nova sessão de teste.
Bons jogos.

11 May, 2012

Cardio Ténis


Esta semana coloquei o sensor do Nike+ (que utilizo para correr) nos sapatos de ténis e levei-o para a aula.

O objetivo: avaliar o quanto se corre em uma aula de ténis.

Foi uma aula normal, com imenso tempo parado (treinar serviços por exemplo), mas também com muitos exercícios que incluíam muita movimentação e mesmo jogar pontos.

O resultado: durante uma aula de ténis de 58 minutos, corri cerca de 4,38km.

Impressionante, não? De acordo com os meus cálculos, durante um jogo, e para o jogador recreativo, deve-se correr cerca de 5km em cada hora.



08 May, 2012

De volta...


Desculpem a ausência aqui do blog, mas estive a semana passada em Las Vegas a trabalho. Sim, juro que foi a trabalho. :), ... e por isso não tive oportunidade de escrever.

No entanto tenho duas novidades. Aproveitei para comprar uns Nike Zoom Breathe 2K11 em um outlet em Las Vegas pela módica quantia de 40$US, e já mandei encordoar uma das minhas raquetes Vantage com uma Kirschbaum Pro Line II a.... 15 kgs, pelo que teremos novidades em alguns dias :)

Abraço.

27 April, 2012

Baixa Tensão


Motivado por um recente e enorme burburinho na blogoesfera em torno do conceito de utilização de raquetes com tensões de encordoação bastante abaixo do "normal", lancei esta iniciativa em que me proponho a testar raquetes encordoadas com tensões baixas. Muito baixas.

A maior parte dos jogadores recreativos utiliza tensões de encordoação entre os 20kg e os 26 kg. Já os jogadores profissionais encordoam as suas raquetes com tensões que podem ir até aos 33 kg. Existem contudo alguns exemplos, como o Italiano Filippo Volandri, que utiliza uma tensão de 12 kg. Sim..12 kg. Não é um erro! :)

Ao pesquisar  verifiquei que existem - alegadamente - algumas vantagens em jogar com raquetes encordoadas com menor tensão.

A maior parte dos relatos falam de: 1) Maior spin, profundidade e penetração nas pancadas de fundo de court. 2) Maior finalização à rede, com os volleys mais incisivos. 3) Maior potência no serviço com menor esforço. 4) Maior facilidade ao bloquear bolas devolvidas para os pés, devolvendo-as com profundidade. 5) Encordoação mais macia que impede dores no pulso, cotovelo e ombro.

Estes conceitos vão um "pouco" contra aquilo que é o entendimento geral, que uma maior tensão na encordoação da raquete implica 1) Menor saída de bola 2) Maior controlo

O que mudou então?

É um pouco como aquela coisa de há uns anos de que o óleo é que era recomendado, mas agora azeite é que faz bem à saúde. A ciência avança e chegam-se a novas conclusões.

Em relação às cordas, a teoria é que a relação entre a tensão da encordoação e o controlo ou saída de bola não é linear como se poderia pensar, mas sim uma relação quase em forma "U". 
O que é que isto quer dizer?

Quer dizer que ao diminuirmos um pouco a tensão obtemos mais saída de bola. Mas se diminuirmos ainda mais a tensão o efeito inverte-se, ou seja, não obtemos necessariamente mais saída de bola, mas sim um maior controlo devido ao aumento do potencial de spin.

O que cria então este "potencial de spin"? 

Durante muito tempo tínhamos a noção de que determinados tipos de cordas, dimensões, materiais e formatos tem impacto direto na geração de spin.

Estudos recentes em laboratório (ver link) mostram no entanto que:
  • A textura ou o formato da corda não faz diferença em relação ao spin. 
  • O padrão de encordoamento não faz diferença em relação ao spin. 
  • A tensão de encordoamento não faz diferença em relação ao spin.
  • A espessura da corda não faz diferença em relação ao spin. 
  • O material da corda não faz diferença em relação ao spin.
Revolucionário, certo? Pois, eu  sei. Pessoalmente ainda estou cético, mas disposto a tentar.
O que faz então diferença em relação ao spin. Segundo estudos recentes é nada mais do que a movimentação da corda em contato com a bola.

O spin depende de muitos fatores, na realidade quase todos relacionados com a bola, tais como a velocidade com que esta chega à raquete, o ângulo de incidência com a encordoação, a velocidade da cabeça da raquete, a inclinação da cabeça da raquete. Mas será que depende significativamente da corda? E em caso afirmativo, que propriedades da corda mais contribuem para a geração de spin?

Segundo este estudo algo que parece ter alguma importância é o movimento das cordas durante o curto período de contato com a bola. Filmagens em alta velocidade permitiram concluir que as cordas que geram maior spin movem-se quando em contacto com a bola e reposicionam-se rapidamente após a bola deixar a raquete, fazendo quase um efeito de fisga ou "snap-back".

Na imagem seguinte é possível ver várias cordas a deformarem-se no contato com a bola.



Não me refiro a quando, após batermos a bola, vemos que as cordas estão "no sítio", mas no movimento que as cordas fazem durante o contato com a bola, voltando à sua posição inicial logo a seguir. 


Como sabem, essa é uma caraterística das cordas co-poly de monofilamento, enquanto as multi-filamento temos de as estar sempre a endireitar com a mão, certo?

Mas o que dizer então do advento deste tipo de cordas, principalmente as Luxilon, e toda uma geração de jogadores a jurarem que estas cordas fornecem mais top-spin? 


Bom, por um lado, estas cordas sendo mais rijas, e dando menos saída de bola, obrigam os jogadores a acelerar ainda mais a cabeça da raquete de modo a obter maior profundidade, gerando assim mais top-spin


Mas que caraterísticas potenciam então este movimento das cordas durante o período de contato com a bola? Bom, é este o problema. Ainda não se sabe ao certo. Mas uma das principais teorias é que é principalmente provocado pela menor fricção entre as cordas da raquete. Isso pode ser obtido através de lubrificação das cordas (algumas marcas já produzem cordas cobertas com um tipo de óleo) ou através da diminuição da tensão de encordoamento.

O que é verdade é que assiste-se a uma tendência na diminuição da tensão de encordoação e esta nova teoria parece-me interessante.

Irei colocar periodicamente aqui no blog o resultado da minha experiência. A ideia é ver até que tensão mais baixa se consegue ir. Para já vou começar nos 15kg.

Stay tunned! :)

25 April, 2012

E tudo o vento levou...



Hoje foi assim. Muito vento, chuva e frio. Principalmente vento. Nunca joguei com condições tão difíceis em toda a minha vida. E isso já é dizer muito. Perdi 6-1 / 6-4, e já foi muito bom. A certa altura já estava fartinho de estar em campo.

Inspirado por esta manhã, recupero aqui algumas dicas para jogar com vento.

1) Jogo de pés. Para mim é a parte mais importante para jogar em condições ventosas. Temos de estar ainda mais concentrados neste aspeto, fazer o split-step e manter uma boa forma técnica.

2) Jogar seguro. Usar top-spin e não apontar para as linhas. De preferência jogar para o meio do campo. O top-spin irá ajudar a controlar a bola e irá ajudar a mantê-la dentro de campo

3) O serviço pode ser particularmente desafiante nestas condições. Aposte no serviço em spin, também conhecido por kick-serve. Tal como no ponto anterior este serviço irá dar-lhe maior segurança. O lançamento da bola no movimento de serviço é normalmente o principal problema. Faça um movimento de serviço mais compacto e lance a bola um pouco mais baixo que o normal.

4) Se o vento estiver de frente, terá de bater um pouco mais forte na bola. Se o vento estiver pelas suas costas terá de bater com mais top-spin para garantir que ela não vai fora. E lembre-se: afaste-se das linhas.

5) Com o vento de frente poderá ser a altura ideal para tentar o amortie. O vento irá ajudar a que o a bola saia curta causando sérias dificuldades ao adversário.

6) Com o vento nas suas costas será extremamente difícil ao seu adversário bater lobs. É a altura ideal para subir à rede.

Estes são as minhas principais dicas para jogar no vento.

Se apenas eu me tivesse lembrado de as fazer... :) Lembrar até lembrei..mas não consegui executar.

Bons jogos.