Wednesday, November 11, 2009

Marat Safin. A Despedida!


Marat Safin, de 29 anos, jogou hoje aquele que será, muito provavelmente, o último jogo da sua carreira. Perdeu por 6-4 / 5-7 / 6-4 com Juan Martin Del Potro no Masters de Paris, torneio que venceu por 3 vezes e que sempre considerou um dos seus favoritos, daí também o ter escolhido para a sua despedida.

Vencedor de 15 torneios de singulares, Safin surgiu no circuito profissional aos 19 anos, vencendo de modo demolidor (em uma das mais perfeitas exibições) no Open dos E.U.A o campeonissímo Pete Sampras (resumo).

Esta exibição catapultou Marat para a atenção dos media e do mundo do ténis, sendo imediatamente apontado como o próximo dominador do circuito.
No ano seguinte Marat Safin ganhou 7 torneios ATP, atingindo o número 1 mundial durante várias semanas. Não terminou o ano no topo da hierarquia devido à vitória de Guga Kuerten na Masters Cup de Lisboa.

Com um jogo imponente, 1,93m de altura, capaz de esmagar a bola dos dois lados, dono de uma das melhores esquerdas a duas mãos e de um excelente serviço, sempre foi um dos jogadores mais espectaculares e carismáticos do circuito.

Safin já havia anunciado no início da época que se iria retirar do ténis de competição após o Masters de Paris.

Não deixa de ser irónico a sua despedida ser às mãos de Del Potro. Como ele é um jovem de 20 anos que tomou de assalto o mundo do ténis ao ganhar precocemente o US Open. Marat fê-lo em 2000 frente a Pete Sampras. Del Potro em 2009 frente a Roger Federer.

A principal diferença será que Del Potro irá afirmar-se certamente como um overachiver e ganhar mais que os 15 titulos de singulares de Marat Safin e mais que os seus 2 torneios do Grand Slam (Austrália em 2005 frente a Hewhitt).

No entanto a marca que Safin deixou no jogo muito provavelmente não será ofuscada por Del Potro ou por outro jogador. Foi um dos mais espectaculares jogadores, embora o seu génio fosse intermitente. Matts Villander, antigo treinador de Safin, disse um dia que a exibição de Safin em 2000 contra Sampras na final do US Open foi como fazer um 58 no golf. Algo que aconteceria uma vez na vida. Em 2005 Matts afirmou que a meia-final no Open da Austrália entre Safin e Federer (Safin viria a ganhar a final a Hewhitt) foi o melhor jogo de ténis que alguma vez viu! Safin tinha acabado de, pela segunda vez na vida, fazer um 58 no golf.

Provavelmente foi o último jogo deste grande jogador. Ficam as imagens em DVD. A menos de um regresso..mas isso será provavelmente a única surpresa que Safin não fará!

Friday, November 6, 2009

Tennis Serve - How to Serve

Vídeo do site intosport.com, com conceitos básicos sobre o serviço, mas os quais são sempre importantes recordar!

Monday, November 2, 2009

Roger Federer no Estoril Open de 2010





Parabéns ao João Lagos. É impressionante o saudável lobby que ele consegue fazer pelo ténis nacional.

Até consegue colocar o Roger Federer em vídeo a relembrar a velha questão das instalações definitivas para o Estoril Open (e outros torneios).

Esperemos é que o Estoril Open de 2010 (que se inicia a 1 de Maio), tenha um quadro competitivo e não apenas Roger Federer e mais 31 (tal com aconteceu há dois anos).

Para já sabe-se que o preço dos bilhetes aumentou outra vez, o que é inevitável com a vinda de Federer. Estes valores podem ser considerados caros ou baratos dependendo do quadro de jogadores. A conclusão que tirei do Estoril Open de 2007 foi que só Federer não faz um torneio atractivo.

Thursday, October 29, 2009

Andre Agassi - Open


Andre Agassi
, um dos melhores jogadores de todos os tempos, e (quase) inegavelmente o mais popular, publicou recentemente um livro auto biográfico chamado "Open".

Agassi admite no livro ter tomado meta-anfetaminas em 1997, o ano em que casou com Brooke Shields (da qual se divorciou em 1999). Agassi confessa também que mentiu ao ATP (Associação de Tenistas Profissionais) ao explicar que um teste anti-doping positivo deveu-se a um erro por ter ingerido uma bebida contaminada.

Se fosse hoje provavelmente a mão do concelho de disciplina do ATP seria bem mais pesada. Recordo que em anos recentes foram aplicadas penas exemplares a Puerta, Coria, Hingis, Gasquet entre outros.

Na altura o ATP não sancionou o atleta e não houve lugar a qualquer suspensão. A este facto não deverá ser alheia a grande popularidade do atleta e o facto de ser um dos principais "ticket sellers" do desporto na altura.

Esta foi a altura que correspondeu à sua descida no ranking, onde chegou a atingir a posição 141, efectuando mais tarde em 1998 um grande regresso seguido de títulos do Grand-Slam e pela posição nº1 .

Andre Agassi iniciou a sua carreira no ténis como um menino prodígio! Cedo ficou associado à imagem de alguém extremamente dotado mas frágil a nível psicológico e incapaz de capitalizar as oportunidades nos grandes momentos. Apesar de tudo, Agassi, com as suas roupas florescentes e look de rock-star agitou as águas e não era visto pelo establishment do ATP com bons olhos.

Agassi, considerado um underachiver, estreou-se no circuito profissional em 1987 mas ganhou o seu primeiro Grand-Slam em Wimbledon apenas em 1992 aos 22 anos de idade, depois de duas finais perdidas em Roland Garros (Gomez e Courier) e outra no US Open (Sampras). Viria a ganhar um total de 8 títulos do Grand-Slam (1 Wimbledon, 1 Roland Garros, 2 US Open, 4 Australian Open), sendo apenas o 5º homem da história a conseguir o Grand Slam de carreira.

Este mês, com o lançamento do livro, o mundo ficou boquiaberto com a confissão de Andre Agassi, chegando ao ponto de se falar em retirar títulos e da perda de prestigio do atleta.

O que levou a que o público do ténis tivesse tanta estima, admiração e respeito por Andre Agassi? Ele foi um miúdo génio que cresceu em Las Vegas e que aos 16 anos se tornou profissional. O público viu Agassi crescer, passando de um miudo rebelde a um cavalheiro dentro e fora do court, um dos profissionais com mais fair-play. Na minha opinião esta foi a principal razão que fez de Andre Agassi uma grande estrela!

O ténis está cheio de histórias de atletas dotados que passam toda a carreira ao lado do seu verdadeiro potencial. Safin, Coria, Nalbandian, Rios e Bagdhatis são apenas alguns exemplos.

Agassi foi um dos raros casos de alguém que se conseguiu reinventar, ultrapassar os traumas de uma infância não existente (passada a bater bolas na academia de Bolletieri), um pai abusivo e todas as tentações colocadas a um atleta de topo.

Não foi isto que nos levou a admirar Agassi? Não foi o facto de nos parecer genuíno? Não foi o facto de o seu jogo nos parecer vindo do coração? O que nos levou a torcer por Agassi em vez de por Sampras sendo este o número 1 por excelência e na altura o melhor jogador de todos os tempos?

Esta confissão de Agassi, na minha opinião, não vem colocar em causa a sua belíssima carreira nem tão pouco o respeito de milhões de fãs. A sua vida foi feita de vitórias de derrotas de erros e de más decisões. E foi tudo aquilo que vimos durante anos.! Não digo que é um comportamento aceitável, mas não estamos a falar de uma substância que potencie as capacidades físicas de um atleta, antes pelo contrário!

A sinceridade de Agassi é de louvar. Quantos jogadores considerados um exemplo não foram já apanhados com doping ou outras drogas? Acho que todos ficaríamos surpreendidos se soubéssemos!