30 December, 2010

O meu Serviço

Já coloquei neste blog vários posts sobre a técnica do serviço. Uma coisa é saber a teoria, outra é saber executá-la correctamente.

Este post não é sobre a técnica do serviço. É sobre a técnica do "meu" serviço.

Ultimamente tenho feito uns treinos filmados (é muito útil para se ver os erros cometidos), e realmente notei que o meu serviço, que até pensava ser uma das minhas melhores pancadas, é na realidade a que mais precisa de acertos técnicos.

Vendo os vídeos, é claro para mim quais são os principais problemas:

- Quanto faço o lançamento da bola, o braço não dominante (o que atira a bola) não fica lá em cima o tempo suficiente. O que isso faz é que o ombro esquerdo (para destros) desce cedo demais, o que descompensa o timming do movimento.

- No ponto mais alto da trajectória da bola, o cotovelo do braço dominante está muito perto do tronco o que trava o movimento.

- No ponto mais alto da trajectória da bola, a minha raquete deveria estar na posição do "troféu". É aquela posição clássica em que a cabeça da raquete fica quase em cima da cabeça (imagem abaixo). Está é a posição ideal quando a bola atinge o ponto mais alto após o lançamento.


 - A partir desta posição a raquete deverá cair outra vez para trás das costas, e a partir daí iniciar o movimento para bater a bola. O que estou a fazer mal é que não faço sequer a posição do troféu. A minha raquete vai logo para trás das costas, o que provoca obviamente uma paragem no movimento, o que reduz significativamente a fluidez da pancada e a potência do serviço.

- Na imagem abaixo é mais ou menos visível que, quando a bola está no ponto mais alto, a minha raquete está caída atrás das costas em vez de na posição de troféu e o braço esquerdo já começa a cair, quando deveria estar ainda completamente esticado.

Deste ponto é que inicio o swing para bater na bola, com as consequências negativas já referidas.


O modo correcto de bater o serviço? Acho que este video de Mario Llano, já publicado aqui no blog, é bastante completo. No entanto, se tivesse de escolher um movimento de serviço que queria ter, escolheria o deste senhor: Richard Gasquet!


Agora, é só treinar. Amanhã é a primeira sessão.

Tennis Warehouse - Year End Tennis Awards

Um excelente artigo sobre o ano de 2010 no blog da Tennis Warehouse.

Destaco os excelentes vídeos das jogadas do ano.

http://blog.tenniswarehouse.com/miscellaneous/year-end-tennis-awards/

27 December, 2010

Como lidar com o Jogador com Potência?


Como já devem ter reparado, tenho andado a treinar recentemente com um novo parceiro de treino.

Estes treinos, apesar de estarem a ser proveitosos, fizeram com que me deparasse com um tipo de jogo bastante diferente do que estou habituado defrontar: potência!

Este tipo de jogador, que bate a bola com muita força, mas nem sempre com consistência (ainda bem, caso contrário levava sempre 6-0 / 6-0), apresenta um conjunto de problemas e dificuldades que no entanto podem ser contornados.

Primeiro, quais são as principais dificuldades ao defrontar um jogador deste tipo?

Este tipo de jogador bate normalmente todas as pancadas com força: serviço, esquerda, direita e até o volley, fazendo com que o adversário não consiga colocar o seu jogo em campo e sinta constantemente que está a ser apressado. Nesta situação o que acontece normalmente é tentarmos acompanhar a velocidade de bola do adversário, o que só por si é um erro (a não ser que seja também o nosso tipo de jogo), pois estaremos a sair da nossa zona de conforto, o que só irá aumentar o número de erros não forçados.

Como podemos (tentar) contrariar este tipo de jogo?

Para contrariar este tipo de jogo podem ser utilizadas várias combinações das seguintes tácticas, dependendo das variações do jogo do adversário e do nosso próprio jogo.

Serviço: se o adversário tiver também um serviço potente, o melhor ser conservador. Não vamos tentar fazer mais do que o necessário.

O objectivo é, principalmente no primeiro serviço, bloquear a bola, aproveitando a sua velocidade, devolvendo-a bem profunda e de preferência baixa. Esta táctica tem várias vantagens. Permite continuarmos no ponto e não darmos de imediato o ponto ao adversário.

Normalmente os jogadores que jogam com muita potência não tem muita consistência. Ao devolvermos a bola com profundidade, muitas vezes o adversário vai brindar-nos com um ponto grátis ao fazer o erro directo. Algo que podem também fazer é encurtar o grip na raquete. Basta pegar na raquete 3 a 5 cm mais acima. Isso irá dar mais estabilidade e controlo, permitindo bloquear ou mesmo bater a bola com mais segurança.

Caso o primeiro serviço do adversário seja uma bomba, mas o segundo seja um melão, faça o seguinte: seja conservador no primeiro serviço, mas sempre que vir um segundo, seja agressivo. Isso irá colocar o adversário em cheque! Ele irá tentar imediatamente bater o menor número possível de segundos serviços. Ou irá reduzir a velocidade do primeiro serviço, o que o irá beneficiar, ou então (muito provavelmente), irá aumentar ainda mais a velocidade do primeiro serviço para ganhar imediatamente o ponto. De qualquer uma das maneiras irá fazer com que o adversário fique um pouco menos confortável.

Pancadas de Fundo do Court: Durante as trocas de bola a situação é ainda mais complicada. O objectivo principal é sempre não fazer o jogo do adversário. O que sinto quando jogo com jogadores deste tipo é que o tempo para pensar e executar passa a ser muito mais curto. Por isso a tomada de (boas) decisões passa a ser ainda mais importante. Nada de tentativas de winner atrás da linha de fundo ou pancadas que normalmente estão fora do nosso reportório! A ideia é tentar aproveitar os pontos fracos do adversário e não ganha-lo naquilo que ele faz bem: potência.

No caso específico do meu novo parceiro de treino, eu gosto das minhas probabilidades sempre que o ponto dura mais de 3 ou 4 pancadas. Por outro lado tenho de encontrar um equilíbrio entre ser agressivo e consistente para que o ponto não acabe rapidamente. Agressivo porquê? Agressivo porque se deixar uma bola fácil (i.e. curta), sei que, com a potência e qualidade de jogo do adversário, que o ponto vai acabar muito rapidamente.

O objectivo é acertar neste equilibro e perceber o que é ser agressivo. Ser agressivo não é apenas bater com força na bola. Ser agressivo pode ser bater a bola com profundidade e com bastante top-spin para dificultar a pancada do adversário.

Independentemente da potência que o adversário possa ter, ele não vai ganhar o jogo a bater winners atrás da linha de fundo em resposta a bolas carregadas de top-spin. Caso o adversário tenha realmente menos consistência (o aumento da potência trás muitos winners mas também maior número de erros), pode dar-se também ao luxo de arriscar mais um pouco, mas sempre dentro destes princípios: mantenha o seu tipo de jogo, bola profunda e nada de decisões precipitadas.

Outras tácticas a utilizar estão relacionadas com eventuais pontos menoss fortes que o adversário possa ter. Tem imensa potência mas não tem boa movimentação? Então um ou outro drop-shot poderá fazer efeito.

O adversário tem potência no fundo do court mas não se sente tão à vontade na rede, principalmente com bolas baixas? Tente atrair o adversário à rede com drop-shots simulados, preferencialmente em slice, com a bola a ressaltar abaixo do nível da rede. Retire a potência da equação. Por muita força com que ele bata na bola, com certeza que isso não o vai ajudar em um volley defensivo (de baixo para cima) perto da rede.

Aqui fica a teoria para derrotar o jogador com potência! Agora só me falta tentar passar à práctica.

Bons jogos!

24 December, 2010

A maratona!

Um dos marcos do ano, e do desporto em geral.

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20 December, 2010

Os melhores 12 pontos da Final do US Open

Em um artigo da prestigiada Tennis Magazine, Steve Tignor, recorda, com a ajuda do Youtube, os 12 melhores pontos da final de 2010 do US Open entre Novak Djokovic e Rafael Nadal.

Apesar de Nadal ter ganho o encontro, Djokovic fez uma exibição soberba, assinando muitos dos pontos em destaque neste vídeo.

Ideal para esta época de defeso!

19 December, 2010

As revelações do ano de 2010

Tobias Kamke

Vencedor do prémio ATP World Tour Newcomer of the Year em 2010, Tobias Kamke, surpreendeu, provavelmente até a si próprio, com o seu rápido progresso esta época.

Kamke atingiu a sua posição mais alta no ranking este ano  no número 66, após ter começado o ano no 254º posto. O alemão de 24 anos compilou um recorde de 7-8 em jogos do nível ATP. Kamke foi também uma das principais figuras no circuito Challenger esta  época, ganhando títulos em Granby e em Tiburon, e chegando às finais em Baton Rouge e Furth.

Richard Berankis

Ser parceiro habitual de treino de Roger Federe só pode ser um bom sinal. Foi-o de facto para Richard Berankis.

O atleta de 20 anos, apareceu no circuito como uma grande promessa em 2007 ao ganhar o título júnior no US Open e o Orange Bowl, atingindo o lugar cimeiro do ranking júnior.

Berankis iniciou a época no 319º posto e terminou no 85º. Um grande salto, tornando-o o jogador Lituano mais bem classificado de sempre. Registou resultados de destaque ao vencer dois títulos, em Nottingham e Helsinki, e chegando à final em Vancouver. Compilou um recorde de 8-4 em torneios do nível ATP, onde se destaca a presença na segunda ronda de Wimbledon onde perdeu com Feliciano Lopez em 4 sets e na segunda ronda do US Open, onde perdeu contra Melzer em 5 sets.

Thiemo de Bakker

Este jovem Holandês foi um dos jogadores que, a mim pessoalmente, mais me impressionou este ano. O seu compatriota e antigo nº 4 mundial e campeão de Wimbledon, Richard Krajicek indica-o como o maior talento holandês de sempre.

Campeão de Wimbledon júnior em 2006, Thiemo de Bakker tomou 2010 de assalto, cumprindo todo o seu potencial ao terminar a época em nº 43.

O jovem de 22 anos, com uma altura 193 cm e um serviço canhão a condizer, tem na direita a sua principal arma, chegou às meias-finais em Barcelona onde derrotou Juan Carlos Ferrero e Jo-Wilfried Tsonga, naquela que é a sua superfície favorita: terra batida. Mais tarde no ano Bakker chegou à terceira ronda em Wimbledon (perdeu para Mathieu) e as semi-finais em New Haven (perdeu para Stakhovsky).

Alexandr Dolgopolov

Inspirado pelo seu pai, Oleksandar, um ex-profissional do ATP e seu treinador desde tenra idade até 2008, Alexandr Dolgopolov declarou que tem como objectivo ser número 1 do mundo. O ucraniano é claramente um dos jogadores a observar em 2011 após ter entrado no Top 40 (39 º) em Julho, tendo começado o ano como 131º do ranking.

Dolgopolov ganhou o título em Meknes e chegou à final em Tanger e Marrakech. Em Maio derrotou o Fernando Gonzalez (13º do ranking) para chegar à terceira  Roland Garros. Duas semanas depois, alcançou a sua primeira meia-final em um torneios do nível ATP em Eastbourne (derrotou Llodra). Chegou a mais três quartos-de-final em Umag, Moscovo e São Petersburgo, terminando a temporada no 48º posto.

15 December, 2010

Ter ou não ter aulas? Eis a questão!

Um "episódio" passado comigo esta semana, fez-me pensar neste assunto! Vale a pena ter aulas de ténis?

Neste momento, tenho apenas uma aula por semana. Já tive alturas de ter três vezes por semana e outras apenas duas. Neste momento a vida profissional e pessoal não me permitem ter aulas mais do que uma vez por semana. Além disso jogo sempre pelo menos ao Sábado ou ao Domingo.

Mas será que vale a pena? Pessoalmente, as aulas servem-me mais para não perder a mão. Sou daquele tipo de jogador que não pode passar muito tempo sem bater. Alguns amigos com quem jogo por vezes estão duas semanas sem jogar e não se nota a diferença. Infelizmente não sou assim.

No entanto as aulas, para mim, sempre tiveram o propósito de ajudar a melhorar o meu ténis! Não vou para as aulas para fazer exercício nem para correr. Apesar de o fazer. Mas para isso tenho o ginásio ou a estrada para correr. Sempre achei contudo que a maior parte dos meus parceiros de aula ao longo dos anos não partilham desse objectivo.

Compreensivelmente, muitas pessoas tem no ténis a sua única actividade física e vão para as aulas para bater umas bolas e descontrair. Nada de mal com isso. Antes pelo contrário! O ténis tem um lado social e de lazer que é muito importante.

Apesar de compreender este aspecto, normalmente isto faz com que algumas aulas de ténis não sejam tão "produtivas" quanto poderiam ser.

Outro aspecto que me preocupa actualmente é a qualidade das aulas. Por qualidade falo em: qualidade dos campos, qualidade / motivação dos professores (se calhar 90% é mal pago e recebe por recibos verdes), a qualidade das bolas, a preparação da aula (i.e. a qualidade dos exercícios e a sua adequação ao nível dos alunos presentes na aula) e o número de alunos por aula.

Pergunto-vos: quem tem aulas de ténis, em alguma delas o aquecimento (e não estou a falar de aquecimento a bater bolas, que passado um minuto e meio já se tornou em uma troca de bolas a todo o vapor) físico com corrida e alongamento dinâmicos / estáticos, está incluído no programa da aula? Normalmente vou mais cedo para o clube para poder aquecer convenientemente, mas isso é sempre por iniciativa própria. Normalmente diria que mais de 85% das pessoas corre durante 30 segundos, faz a o típico "bater-com-os-calcanhares-no-rabo" e esticar as pernas.

Na maior parte dos clubes está sempre presente um massagista / fisioterapeuta? Quando alguém faz um entorse há pessoas com capacidade / formação para fazer uma ligadura funcional?

Eu sei que já magoei no joelho (e tive 3 meses a fazer fisioterapia), e tive de ir sozinho, ao pé coxinho, buscar gelo ao bar. Só para voltar para trás, uma vez que aquela hora o bar já estava fechado. Era fácil terem um kit de assistência ou de primeiro s socorros onde fizesse parte uma daquelas compressas de gelo químico ou um spray gelado e uma ligadura. Não é caro. É possível. É só uma questão de vontade.

Nesta época do ano, com a chuva, a questão das bolas é também importante. Os clubes, compreensivelmente, não tem capacidade para andar a colocar bolas novas todas as semanas, até porque se iriam estragar depressa. De qualquer modo existe uma linha a partir da qual o treino deixa de ser interessante, e até perigoso. No outro dia treinei com bolas mais horríveis do que a bola do cão! Alguns exercícios foram quase impossíveis de realizar, e as bolas pesavam quase 1 Kg cada uma (exagero, como é óbvio).

Mas já tendo sido operado ao ombro, e uma vez que já estava com dores, parei o treino, não antes de ter transmitido o meu descontentamento ao professor, que apenas me disse que eu deveria falar com a direcção da escola de ténis. óbvio que posso falar, mas acho que os professores também o devem fazer. Se calhar em primeiro lugar. Eles deveriam também ser um dos principais interessados em terem condições de dar uma aula com qualidade e com o material necessário.

Outro aspecto é a qualidade dos campos. Costumo ter aulas num campo de relva sintética misturado com areia, que em alguns locais, nomeadamente perto da linha de fundo, tem já algumas clareiras bastante visíveis. Este tipo de desgaste no pavimento faz com que seja bastante comum a pessoa escorregar ou, pior, prender o pé. Este tipo de campo proporciona o movimento em slide, tal como na terra batida. O problema é que por vezes faz-se um slide, e o pé, ao encontrar um local do campo mais desgastado ou com menos areia, prende de repente. Um verdadeiro perigo.

Por outro lado, os campos de terra batida não costumam ser sequer passados à rede antes das aulas. Normalmente são passados quando se aluga um campo por 5€ / hora, mas não são passados à rede quando se tem uma aula que custa cerca de 15€ / hora.

Penso que são questões importantes, e gostaria de ter o feedback da comunicada tenística que tem aulas de ténis. Provavelmente poderá ser apenas a minha experiência. Provavelmente esta é a a diferença entre clubes que levam 30e / mês para 1 aula por semana e clubes que levam 80€ / mês.

Este tipo de questões são familiares para vocês?

Em que clubes treinam?

Quais são na vossa opinião os melhores clubes para treinar?

Costumam treinar ou acham que fazer esquemas de treino com amigos é um bom substituto?

14 December, 2010

Jogadores em Destaque em 2010


Rafael Nadal

Foi de facto o jogador em destaque em 2010. A época de 2010 não começou bem para Rafael Nadal. Obrigado a desistir, devido a problemas físicos no primeira Grand Slam da temporada na Austrália, o Espanhol estava, no início da Primavera, há 11 meses sem ganhar um único título. Quem diria que ele iria terminar a época como o jogador bem mais sucedido em 2010 e com o ranking de número 1 mundial?

No início da época de terra batida tudo se encaixou no jogo de Nadal. Tornou-se no primeiro jogador da história a fazer o pleno nos 3 torneios Masters 1000 de terra batida, Monte-Carlo, Roma e Madrid, ganhando ainda Roland-Garros e completando assim o Grand-Slam de terra batida.

Acabou por bater o recorde de Andre Agassi ao vencer o seu 18º título da série Masters 1000, tudo isto antes do seu 24º aniversário. Recuperou o primeiro lugar do ranking a Roger Federer com a sua vitória em Paris frente ao Sueco Robin Soderling ao averbar o seu 5º titulo em Roland Garros.

Apenas algumas semanas depois, Rafael Nadal encontrava-se já a treinar na relva de Londres. O ano passado não conseguiu defender o seu título devido a lesão, mas este ano Nadal chegou a Wimbledon com imensa confiança depois de uma época de terra batida muito bem sucedida. Venceu na final um excelente Tomas Berdych para acumular o seu 8º título do Grand Slam e o segundo em Londres.

Em Setembro, todos os olhos se voltaram para Flushing Meadows, para ver se Nadal conseguiria vencer finalmente o US Open. O espanhol não desiludiu. Em uma final adiada para segunda-feira devido a chuva, venceu um excelente Novak Djokovic, que havia eliminado Federer em um épica meia-final, para averbar o seu 9º Major e tornar-se apenas o 5º homem na história, e o mais novo, a vencer o Gland Slam de carreia.

Terminou a época com a presença na final do Barclays ATP World Tour Finals com uma derrota em 3 sets frente a Roger Federer. Foi de qualquer modo um final de época positivo, em que terminou no número 1 mundial e como o principal candidato para dominar o ténis mundial nos próximos 5 anos.

Roger Federer

Roger Federer começou muito bem a época, jogando talvez, segundo alguns, o seu melhor ténis de sempre e ao vencer o seu 16º título do Grande Slam na Austrália.

Uma infecção pulmonar deixou Federer de fora algumas semanas. Ao voltar em Março, o Suíço, teve algumas dificuldades em recuperar a forma, tendo perdido alguns jogos importantes, depois de ter match-points, em Indian Wells e Miami.

Perdeu em Roland Garros nos quartos-de-final, terminando o seu impressionante recorde (para mim o mais impressionante de todos) de 6 anos consecutivos de presenças nas meias-finais, ou melhor, em torneios do Grand Slam. Nessa semana perdeu também o ranking de número 1 mundial, apenas a uma semana do recorde de Pete Sampras de semanas em nº 1.

Em Wimbledon as coisas não correram melhor. Foi eliminado nos quartos-de-final por um Thomas Berdych em forma, e que acabaria pro chegar à final, em 4 sets algo desnivelados. Desde 2002 que Federer tinha atingido sempre a final no Lawn England Club.

Depois do US Open, onde chegou às meias-finais, Federer fez algo inédito. Jogo mais torneios e jogos que os seus principais adversários nesta altura da época. Provavelmente resultado da ligação ao ex-treinador de Pete Sampras, Paul Annacone, Federer compilou uma sequência de 21 vitórias e apenas 2 derrotas entre o US Open e o ATP World Tour Finals. A jogar de um modo mais agressivo e a subir mais à rede, Federer, também em boa forma física, averbou resultados positivos.

Chegou à final de Shanghai e venceu em Estocolmo e Basileia em semanas consecutiva. Na O2 Arena, Federer ganhou todos os seus jogos da fase de grupos sem perder um único set, e prevaleceu a Rafael Nadal na final em 3 sets, recuperando assim pontos preciosos que lhe permitem ter aspirações a poder recuperar o número 1 mundial em 2011, uma vez que Nadal tem imensos pontos a defender para o ano.

Novak Djokovic

Pelo quarto ano consecutivo Djokovic terminou o ano no terceiro lugar do ranking mundial, estabelecendo-se definitivamente como um dos "big 3" (na minha opinião Murray ainda está um pouco de fora do nível dos 3 primeiros).

Sem dúvida um ano marcado não só pelos seus feitos individuais, mas pelo esforço colectivo da equipa da Taça Davis da Sérvia que ganhou por 3-2 à Rússia no mês de Dezembro.

Djokovic foi o líder da sua equipa, averbando 7 vitórias e 0 derrotas nos seus jogos de singulares na Taça Davis ao longo da época. A sua acção foi determinante para a Sérvia eliminar equipas como os Estados Unidos, Croácia, Republica Checa e França.

Em 2010, Djokovic conseguiu quebrar temporariamente, o domínio quase exclusivo de Nadal e Federer nos dois lugares cimeiros do ranking, ao assegurar a segunda posição da tabela ATP durante 26 semanas. O sérvio chegou mesmo a entrar em Roland Garros com hipóteses matemáticas de obter pela primeira vez o primeiro lugar do ranking mundial, mas um imperial Nadal ganhou o torneio sem dar qualquer hipótese há concorrência.

No US Open, Djokovic participou em um dos jogos mais memoráveis da época, ao salvar dois match points frente a Roger Federer, em uma meia-final a 5 sets e um dos melhores jogos do ano. Em 2010 Djokovic coleccionou os seus 17º e 18º títulos, defendendo os troféus no Dubai e em Beijing.

Em 2011 mantêm-se o desafio para Djokovic: será que conseguirá finalmente lutar pelo lugar cimeiro do ranking e conseguirá provar que a sua vitória no Open da Austrália em 2008 não foi um caso isolado? Para mim Djokovic atingiu a maturidade plena em 2010 e só terá a ganhar com isso. Ele é o que se chama um "player's player". Um jogador sério, e a sério. Tem todas as pancadas, a mentalidade e a condição física para ganhar a qualquer um jogador. Falta-lhe apenas o tal "click".

12 December, 2010

OS Melhores 5 Jogos de 2010

Com a final da Taça Davis, chega ao fim mais uma época tenística. É tempo de balanço.

Felizmente para os fãs, mas não tanto para os jogadores, o defeso será curto, uma vez que no fim de Dezembro começam já os primeiros torneios de preparação para o Open da Austrália, que é já em Janeiro.

Aqui fica um apanhado dos melhores 5 jogos realizados em 2010.

1. Rafael Nadal d. Andy Murray, 7-6(5), 3-6, 7-6(6), Barclays ATP World Tour Finals SF
Foi um dos melhores jogos do ano e eu, que estive em Londres a ver o ATP World Tour Finals, não o consegui ver.
Os dois jogadores foram para este jogo altamente antecipado, com tudo a ganhar caso chegassem à final do torneio. Para Murray, era a hipótese de averbar o seu primeiro grande título, ainda por cima a jogar em casa. Para o número 1, Rafale Nadal, era a hipótese de fechar uma grande época, e que registou 3 títulos do Grand Slam e terminou como líder do ranking, e "limpar" a imagem deixada o ano passado neste torneio em que não venceu qualquer set.

Durante 3 horas e 11 minutos, com um público entusiasta de 17.500 pessoas na O2 Arena, Murray produziu o seu melhor ténis da temporada, num jogo de alta qualidade onde mostrou pancadas soberbas do fundo do court e uma excelente capacidade física. Apesar de ter recuperado de um resultado de 3-5 no terceiro set e estar a liderar 4-1 no tie-break seguinte, o Escocês não conseguiu fechar o jogo e vender o Espanhol.

2. Novak Djokovic d. Roger Federer, 5-7, 6-1, 5-7, 6-2, 7-5, US Open SF
Para mim o melhor jogo de 2010. Djokovic não viria a vender o US Open, mas certamente que deixou a sua marca nesta edição do torneio ao derrotar nas meias-finais, e em uns fantásticos 5 sets, Roger Federer.

Djokovic evitou dois match points com duas autênticas bombas de direita, consecutivas, que tocaram na linha. Verdadeiras pancadas de coragem, ao estilo "aqui-vai-disto-de-olhos-fechados" que colou à televisão milhões de espectadores em todo o mundo.
Um jogo obrigatório na colecção de DVD's de qualquer fã de ténis!

3. John Isner d. Nicolas Mahut, 6-4, 3-6, 6-7(7), 7-6(3), 70-68, Wimbledon 1st Rd.
Qualquer lista dos maiores feitos do desporto em 2010 não podia deixar de incluir este marco na história do ténis e do desporto em geral. Pode não ter sido um grande jogo a nível técnico com trocas de bolas excitantes do mais alto nível, mas foi sem dúvida uma brilhante performance de serviço, capacidade física e preserverança. Um jogo que demorou mais de 11 horas, jogado ao longo de 3 dias, só pelo score-line merece estar na lista do Top 5 dos melhores jogos de 2010.

O jogo quebrou vários recordes. Cada um dos jogadores bateu mais de 100 ases, e Isner, ao ganhar finalmente o jogo bateu o seu winner 246. Apenas o quinto set durou cerca de 8 horas e 11 minutos, 98 minutos mais que o jogo mais longo registado até à data. Outras curiosidades: neste jogo houve apenas 3 breaks de serviço, foram jogados 980 pontos, Isner bateu 113 ases, Mahut bateu 103 ases e 490 winners no total.

4. Robin Soderling d. Michael Llodra, 6-7(0), 7-5, 7-6(6), BNP Paribas Masters SF
O Francês Michael Llodra tinha já feito as delicias do público da casa em Paris-Bercy ao longo da semana ao bater Novak Djokovic e Nikolay Davydenko para atingir a sua primeira meia-final de um torneio ATP World Tour Masters 1000.

Com um espectacular jogo de serviço-volley, Llodra teve o público do seu lado e conseguiu levar até ao final a decisão do encontro, acabando no entanto por perder no tie-break do terceiro set contra o Sueco Robin Soderling.

Depois de recuperar de um resultado de 1-4 no último set, Llodra esbanjou 3 match points num intenso 12º jogo.
Soderling acabou por passar á final e vencer o torneio, para averbar a sua primeira vitória num Masters 1000.

5. Gael Monfils d. Roger Federer, 7-6(7), 6-7(1), 7-6(4), BNP Paribas Masters SF
Uma das maiores surpresas do ano. O fantástico e sempre espectacular Monfils conseguiu uma das melhores performances do ano ao derrotar o campeonissímo Suíço Roger Federer nas meias finais do Masters 1000 de Paris e atingir a final deste torneio pelo segundo ano consecutivo.

Monfils foi "carregado" pelo público da casa, ao salvar 5 match-points no seu serviço no 12º jogo do terceiro set, tendo nessa altura já recuperado de um resultado negativo de 1-4. Monfils garantiu a vitória no tie-break decisivo após 2 horas e 41 minutos. Foi a primeira vitória em 6 encontros contra Roger Federer.

09 December, 2010

Esquemas de treino - Profundidade e Consistência

Recentemente fui bater umas bolas com um novo parceiro de treino , e fizemos alguns esquemas que, apesar de simples, são extremamente eficazes no treino de princípios básicos mas fundamentais: profundidade de bola, controlo, mudança de direcção e consistência.

São esquemas de treino simples que não necessitam de acessórios, talvez apenas alguns cones ou fitas de marcação, mas que são também perfeitamente executáveis sem isso.

Este tipo de exercício adapta-se muito bem para aquelas situações em que vão bater bolas com algum amigo. Em vez de baterem bolas um pouco indiscriminadamente ou passarem logo ao jogo, tentem alguns destes esquemas. Basta 10 minutos em cada um deles. São bastante divertidos e interessantes, e fazem "a mão". Pelo menos a mim deu resultado :) (pequena provocação).

Em todos os esquemas de treino abaixo apresentados, o foco é na consistência. Para tornar as coisas mais interessantes pode-se utilizar, em qualquer um deles, o seguinte sistema de pontuação.
- Sempre que um jogador falhar uma bola por ela ir à rede, perde dois pontos.
- Sempre que um jogador falhar uma bola por ela não cair na zona alvo do respectivo esquema, perde um ponto.
- Sempre que um jogador fizer um winner, ou seja, a bola cai dentro da zona alvo do esquema respectivo, mas no jogador adversário não lhe consegue chegar, não é contabilizado qualquer ponto para nenhum dos jogadores. Esta regra faz com que o foco do exercício seja na consistência, e no evitar dos erros não forçados.

Qualquer um dos esquemas seguintes pode ser utilizado com este modelo de pontuação, até 10 ou 15.

Campo dividido horizontalmente - profundidade de bola:
Neste esquema considerem uma linha imaginária horizontal ao longo da linha de serviço em cada metade do campo. O objectivo deste esquema é cada jogador bater bolas, cruzadas ou ao longo, sempre para lá da linha imaginária (linha de serviço).

Este esquema tem como objectivo treinar a consistência em bater a bola com profundidade suficiente. Sempre que a bola for fora ou bater antes da linha de serviço o jogador é penalizado com um ponto.

Aqui o objectivo é manter a troca de bolas o máximo de tempo possível, sempre para lá da linha imaginária. Quando já conseguirem fazer isso consisten

Campo dividido verticalmente:
Neste esquema considerem uma linha imaginária que divide o campo verticalmente. O objectivo é trocar bolas de modo que cada jogador envie a bola para a metade do campo contrária, batendo uma direita cruzada.

Este esquema permite treinar as pancadas cruzadas, que são as pancadas com maior probabiliadde de sucesso, pelas razões sobejamente conhecidas: maior margem de erro, rede mais baixa na parte central do campo, maior distância na perpendicular do campo do que ao longo.

Apesar de neste esquema não haver uma regra para a profundidade de bola, os jogadores deverão ter isso em atenção. Uma bola profunda é sempre melhor do que uma bola mais curta. Tente resistir à tentação de se colocar logo do lado direito, se estiver a bater direitas cruzadas. Recupere sempre a sua posição para o centro do court. Não faça batota. Treine também o jogo de pés. Faça o split-step sempre que o adversário bate na bola e execute então a sua pancada.

O esquema pode ser executado com o sistema de pontuação recomendado, até 10 pontos, primeiro com a direita cruzada e depois com a esquerda cruzada.

Campo dividido  - Caixas:
Neste esquema considerem duas linhas imaginárias que dividem o campo verticalmente e horizontalmente, como na figura abaixo, definindo uma zona alvo entre a linha de serviço e a linha imaginária vertical.

O objectivo deste esquema é trocar bolas de modo que cada jogador envie a bola para a zona alvo do campo contrário, batendo uma direita cruzada.

Este esquema é uma evolução do exercício "campo dividido verticalmente", adicionando a componente de profundidade à componente de divisão vertical do campo.

O esquema pode ser executado com o sistema de pontuação recomendado, até 10 pontos, primeiro com a direita cruzada, para a zona alvo correspondente à direita do adversário, e depois com a esquerda cruzada, para a zona alvo correspondente à esquerda do adversário.

Campo dividido horizontalmente - Defesa / Ataque:
Neste esquema, tal como no esquema "campo dividido horizontalmente - profundidade de bola", considerem uma linha imaginária horizontal ao longo da linha de serviço em cada metade do campo.

Os dois jogadores começa por trocar pancadas de fundo de court com o objectivo de manter a bola em jogo sempre para lá da linha de serviço. Caso a bola vá à rede o jogador que falhar é penalizado com dois pontos. Caso a bola vá fora do campo o jogador é penalizado com um ponto.

No caso de a bola cair antes da linha de serviço, o jogador contrário é obrigado a atacar a bola, e subir à rede. A partir dessa situação, o ponto é jogado normalmente. É averbado um ponto para o jogador que ganhar a bola.

Este esquema, mais complexo, é excelente para treinar não só a consistência e profundidade de bola, a transição da defesa para o ataque, bem como todas as pancadas em situação ofensiva: aproach-shot, volley, smash, etc.

Este esquema ajuda também a treinar a capacidade de decisão de quando bater uma bola neutra e profunda de fundo do court para nos mantermos no ponto e de quando atacar e subir à rede.

Um dos aspectos interessantes deste exercício é que cada jogador pode colocar, de propósito, a bola do outro lado antes da linha de serviço como um modo de chamar o adversário à rede, o que só torna o esquema mais interessante e treina também uma táctica bastante útil em modo de jogo.

Estes esquemas, durante meia-hora, duas a três vezes por semana, fazem milagres. Podem fazê-los quando marcam o campo durante duas horas, até como aquecimento. Meia hora a fazer estes esquemas e uma hora e meia a jogar sets. Parece-me um plano!

Bons jogos.

08 December, 2010

ATP World Tour Finals - Djokovic vs. Berdych

Algumas fotos do jogo Djokovic x Berdych, referente à fase de grupos do ATP World Tour Finals. Um excelente jogo. Já tinha visto vários jogos do Djokovic ao vivo na edição do Estoril Open que o sérvio venceu na Richard Gasquet na final. Talvez o último Estoril Open com um nível verdadeiramente elevado e com vários jogadores Top 10 ou ex-Top 10.

Pela primeira vez tive oportunidade de ver ao vivo outro dos meus jogadores preferidos: Tomas Berdych. Um ténis típico da escola de leste: uma técnica irrepreensível, pancadas flat q.b., elevada potência e aceleração de bola. Um jogo lindíssimo que só falta ser complementado com uma atitude mais competitiva. Mas um verdadeiro prazer de ver!







06 December, 2010

ATP World Tour Finals 2010 - Nadal vs. Roddick

Jogo entre Rafael Nadal e Andy Roddick, referente à fase de grupos do ATP World Tour Finals.

Grande exibição de Roddick que quase ganhou ao número 1 mundial que mostrou algum nervosismo no seu primeiro jogo depois de no ano passado ter passado por Londres com um registo de 3 derrotas nos três jogos da fase de grupos.

Impressionante a potência de Roddick. Foi a primeira vez que tive o prazer de o ver ao vivo um dos meus jogadores preferidos, ainda por cima contra Nadal.

Como mostram as fotos eu estava sentado na parte do fundo do campo, o que não dá tanto a sensação de velocidade da bola, mas dá para ver melhor as trajectórias, a margem de segurança com que estes senhores jogam (a distância com que a bola passa por cima da rede) e a dificuldade que nadal tinha em lidar com a potência de Roddick. Sem dúvida o melhor jogo que vi em Londres.








05 December, 2010

ATP World Tour Finals - Serviço Robin Soderling

Sequência de fotos do serviço de Robin Soderling na O2 Arena durante o ATP World Tour Finals.

Impressionante o serviço deste senhor. Durante o jogo com o David Ferrer, que tive oportunidade de ver ao vivo, vários espectadores mais incautos foram atingidos com verdadeiros misseis disparados pelo sueco.

Um excelente lançamento de bola, invulgarmente alto mas muito bem posicionado, para a frente do corpo, e um perfeito aproveitamento da sua altura. Na terceira foto pode-se ver a utilização das pernas para provocar aceleração e ir buscar a bola bem lá acima. Text-book! (se eu conseguisse aproveitar desta maneira o meu 1,84m, já era excelente).

No follow-trough, entrada no campo com a perna esquerda (para um destro), como mandam as regras.




03 December, 2010

Racquet Review - Tecnifibre T-Fight 305

No âmbito da parceria com a FerfilTénis, onde já tive a oportunidade de efectuar o teste a duas cordas, esta foi a primeira experiência de teste a uma raquete.

E não podia ter começado da melhor maneira. Excelente dia de sol, um excelente court e uma excelente raquete: a nova Tecnifibre T-Fight 305.

Esta raquete, muito semelhante à Wilson K-Blade 98, oferece a sensação de controlo de uma raquete de "jogador", mas com um peso mais "amigável" de 305g (sem corda).

A Tecnifibre T-Fight 305, por ser leve e por ser equilibrada head-light (equilíbrio: 325 mm, 3 pontos HL), oferece uma excelente capacidade de manobra, é excelente nas imediações da rede e permite atingir altas velocidade de swing e acelerar facilmente, sendo fácil manter a profundidade de bola.

O padrão das cordas de 18x19 acentua a sua vocação de uma raquete de controle, porcionando um elevado nível de feel em todas as áreas do court.

Como ponto menos positivo, apenas achei que a raquete era algo instável ao bloquear serviços mais fortes. Estou habituado a uma raquete um pouco mais pesada que me dá mais massa para fazer face a esse tipo de bolas. Não é também uma raquete que se destaque a nível de produção de spin (top-spin ou slice), provavelmente devido ao padrão de encordoamento 18x19, que faz com que a corda não "agarre" tanto a bola, mas por outro lado proporciona um maior

Em resumo, é uma raquete excepcionalmente bem equilibrada , sólida e versátil que oferece excelente performance global. Uma boa opção a considerar por jogadores intermédios e avançados que conseguem gerar a sua própria força e pretendem uma raquete mais leve.

Condições do Teste:
Raquete: Tecnifibre T-Fight 305

Cabeça: 615 cm² / 95 in²
Peso: 305 g (s/ corda)
Equilibrio: 325 mm
Comprimento: 685 mm
Rigidez: 69
Perfil: 21.5 mm
Padrão de Corda: 18 x 19
Corda: Tecnifibre Black Code 1.24 , tensão de 23/24 Kg

Avaliação (0-10):
Potência: 8.0
Controlo: 9.0
Estabilidade: 6.5
Feel: 7.5
Conforto: 7.5
Top-Spin: 7.5
Slice: 7.0
Serviço: 8.5
Pancadas de Fundo do Court: 8.0
Volleys: 8.5
Apreciação Global: 8.0