31 December, 2011

O ano em revista!

O ano de 2011 foi sem dúvida o ano de afirmação do Online Tennis Blog. Criado em 2008, este foi sem dúvida o ano da confirmação com um aumento significativo no número de visitas.
Foi também o ano de "expansão" com a criação do Torneio Escada e do fórum, já com alguma atividade apesar de estarem ainda na sua infância.

Este ano o blog registou um número recorde de mais de 18.000 visitas (6.000 no ano passado) e mais de 30.000 páginas visitadas (10.000 no ano anterior). A registar o facto de que 52% dos visitantes são segundas visitas, indicando que quem visita o blog normalmente volta.
Foi também o ano de maior produtividade, com 151 posts (média de um post por cada 2,5 dias), comparando com 91 posts em 2010, 47 em 2009 e 28 em 2008.

De onde vieram?
Os sites que mais tráfego canalizaram para o Online Tennis em 2010 foram google.com (pesquisa direta), directo (através dos favoritos do browser), ferfiltenis.blogspot.comtenisummundo.comlusotenis.com desportouniversal.blogspot.com.


Atrações em 2011
Estes foram os artigos e páginas mais visitados em 2011


Os meus preferidos
Os meus posts preferidos de 2011, os que me deram mais prazer escrever.


1. Posts sobre o Madrid Open, com fotos da minha viagem a este magnífico torneio.


2. A revolta do utente, .. e as duas cadeiras de plástico nos cours rápidos do Estádio Nacional.


3. Na Zona, relato da minha própria experiência naquele que foi um jogo muito importante para mim.


A todos os meus fiéis leitores, um abraço amigo e um imenso obrigado, e um abraço especial aos leitores do Brasil que já são cerca de 40% dos visitantes.

Um bom ano para todos!

29 December, 2011

Profundidade Vs Ângulos

A imagem seguinte resume na perfeição a relação entre a profundidade de bola, a sua importância e a capacidade de gerar ângulos.

Ao batermos a nossa bola profunda, diminuímos a capacidade do nosso adversário em gerar ângulos, e ao mesmo tempo aumentamos a probabilidade de ele nos devolver uma bola curta a partir da qual podemos ser nós a gerar ângulos.


Reparem que na situação (1), ao devolvermos uma bola comprida, o ângulo que conseguimos gerar não é muito acentuado. Tentar fazê-lo irá gerar muitas vezes o erro.

Na situação (2) já é possível gerar um ângulo que permite tirar o adversário de campo e começar a tomar conta do ponto.

Na situação (3) é possível gerar um ângulo extremo, que muitas vezes nos permitirá ganhar imediatamente o ponto - dependendo da posição do adversário.

É tudo uma questão de geometria. Reparem o que aconteceria se na situação (1) tentássemos gerar o mesmo ângulo que na situação (3).


Para que a bola cruzasse a linha lateral naquele ponto, ficaríamos com uma área alvo extremamente reduzida e obrigados a passar a bola por cima da parte mais alta da rede. Sem dúvida que não é a jogada com maior probabilidade de sucesso.

Com isto é possível perceber melhor a importância da profundidade de bola no ténis, mas também qual a melhor opção em cada situação.

Bons jogos.

Quando ir ao longo...


Uma das questões que já me colocaram, depois do último artigo sobre a geometria do jogo, foi: "quando é que devemos ir ao longo, e como?".

Bom, na realidade estamos a falar mais especificamente de quando mudar a direção da bola. A mudança de direção da bola deverá acontecer quando batemos uma pancada interna ou "inside ground-stroke", i.e., uma bola que não cruza a linha imaginária à frente do nosso corpo e perpendicular à linha de fundo. Este post explica detalhadamente a diferença entre uma pancada interna e externa.

As imagens seguintes mostram o conceito de uma pancada interna, tando de direita (a primeira imagem) como de esquerda (a segunda imagem).


Bater a bola ao longo pode acontecer também quando recebemos uma bola mais curta, independentemente de ser uma bola interna ou externa. O objetivo aqui é bater o approach-shot e subir à rede ou ganhar imediatamente o ponto. Mas como deve ser batida essa pancada?

Para maximizar as hipóteses de exito, esta bola ao longo, com a consequente mudança de direção, deve ser batida de modo a fazer um angulo de 90º com a linha de fundo. A chamada "90º COD" ou "90º Change of Direction" - Mudança de Direção de 90º.

A bola deverá cruzar a linha de fundo e não a linha lateral, fazendo a sua trajetória um ângulo de 90º com a linha de fundo (a seta a cheio na imagem seguinte).


E isto porquê? Tem tudo a ver com a geometria do campo. Na posição da imagem acima, o jogador não conseguirá gerar um ângulo suficiente para colocar a bola fora do court. Ao tentar terá pouquíssima margem de erro.

Considerem a imagem abaixo. Ao apontar para a linha lateral, bastará um palmo ou dois para a bola ir fora. Para gerar um ângulo a bola terá de ser batida praticamente em cima da linha.


Com a mudança de direção de 90º, devemos sempre apontar uns 30cm dentro do campo e não diretamente para a linha.

Reparem no entanto que se fizerem o approach cruzado, vão conseguir gerar um ângulo muito acentuado (2), mas estarão a enviar a bola para o lado onde está o jogador adversário que, se chegar à bola terá a possibilidade de fazer um winner (3) apanhando-nos completamente fora de posição.


Por esta razão a mudança de direção de 90º acaba por ser a jogada mais segura nesta situação e que irá maximizar a probabilidade de sucesso.

Bons jogos.

27 December, 2011

Um jogo geométrico...


O ténis é um jogo geométrico. Sempre foi. Este entendimento nem sempre é fácil de perceber.. ou explicar.

Já aqui escrevi sobre as Regras Direcionais de Wardlaw, um conjunto de princípios que, de um modo muito resumido, nos indicam quando mudar ou não a direção da bola.

O que este post anterior não explica de um modo óbvio é a ciência - geometrica - por trás destes princípios.

As Regras Direcionais de Wardlaw dizem-nos que na maior parte das vezes devemos devolver a bola cruzada, na direção de onde ela veio. Isto porquê? A razão tem a ver com a geometria do jogo, do campo e das possíveis várias trajetórias da bola.

Imaginem que ao receberem uma bola para a vossa direita, a devolvem cruzada na mesma direção de onde veio. Esta situação está descrita na imagem seguinte, com a seta a tracejado a representar a bola inicial para a direita do jogador e a seta contínua a representar a resposta cruzada.

Quais são aqui as opções do adversário? Tal como na situação inicial, e desde que a nossa bola seja profunda o suficiente, a sua melhor resposta será cruzar a bola. Neste caso ele conseguirá gerar um ângulo para fora do campo. Reparem no entanto que se ele tentar bater a bola ao longo, não conseguirá contudo gerar qualquer ângulo. Na melhor das hipóteses a trajetória da bola será paralela à linha lateral.


Neste cenário, o jogador terá de cobrir uma distância máxima "A", como indicado na imagem acima. Trata-se da distância entre os pontos máximos de amplitude da trajetória da bola em relação à linha de fundo.

Essa distância é maior que a linha de fundo devido ao ângulo criado pelo adversário no caso em que este bate a bola cruzada. Aqui é também importante falar sobre a posição do jogador (assinalado pela marca "X"). Em teoria ele deveria estar a meio da distância "A", e não necessariamente a meio do campo - com excepção do caso de querer cobrir o lado de uma pancada mais fraca.

Comparativamente, vamos então analisar o que poderá acontecer a nossa resposta for ao longo.


Neste caso estamos a correr mais riscos. Não só a bola passa por cima do local mais alto da rede, como temos menos campo onde colocar a bola. Além da maior probabilidade de um erro, vejamos o que pode acontecer se o adversário chegar à bola um pouco mais cedo (já que terá de se deslocar menos do que aconteceria se tivéssemos batido a bola cruzada).

Ao bater a bola o nosso adversário terá a hipótese de gerar um ângulo mais acentuado do que no caso anterior.


Ao contrário do caso anterior, o ângulo gerado será maior, obrigando o jogador a cobrir uma distância "B" maior que a distância "A", no caso da resposta cruzada.

Na imagem seguinte é possível ver perfeitamente (desenhado à escala no Visio), a diferença entre a distância A e a distância B.


É a partir deste ponto que o adversário começa a controlar o ponto. É a partir daqui que estamos obrigados a cobrir uma distância maior. É o ponto do desiquilíbrio. Ao batermos a bola ao longo antes do tempo, demos a iniciativa do ponto ao adversário, e a possibilidade deste gerar ângulos mais pronunciados e abrigar-nos a cobrir mais terreno para chegar à bola.

A partir daqui a nossa resposta a esta bola será quase sempre uma bola que permitirá o adversário abrir ângulos para os dois lados do campo e estender ainda mais a distância de cobertura.


Ao receber uma bola menos profunda, o adversário poderá gerar ângulos para qualquer um dos lados criando-nos ainda mais dificuldades. Aqui sim poderá ser a altura ideal para ele bater uma bola ao longo e talvez subir à rede. Na imagem anterior é também possível comparar as distâncias de cobertura "A", "B" e "C" dos 3 casos analisados. Uma grande diferença!

Está é a geometria do jogo! Desvendada. Perceber esta dinâmica é muito importante para estarmos conscientes do nosso posicionamento em court e para montarmos a nossa estratégia de jogo.

Bons jogos!

24 December, 2011

Bom Natal

Um Bom Natal a todos os leitores do blog e do fórum. 

Desejo um fantástico ano de 2012, com muita saúde (nada de lesões), muito ténis e muito sucesso.

Obrigado a todos.


23 December, 2011

Uma questão de ângulos...


No treino da semana passada fiz um exercício que deu origem a este post, Consistência Ofensiva e Defensiva.

Gostei tanto do exercício que pedi ao treinador para o fazer de novo. Ele concordou, mas com uma alteração.

Mais uma vez, bastam dois jogadores, 4 pinos e um court de ténis. São colocados dois pinos em cada campo, cada um a cerca de 1,5 a 2 metros da marca central do campo, como na imagem abaixo.



Ambos os jogadores, tem como objetivo bater a bola para o outro lado do campo, fora da área definida pelos pinos, ou seja, entre estes e a linha lateral - a área definida pelos retângulos amarelos na imagem seguinte.



O objetivo é abrir ângulos sempre que possível, mas sobretudo e evitar colocar a bola no meio do campo do adversário. Isso pode ser feito batendo a bola cruzada mas também ao longo.




Este exercício foi feito com um ritmo mais intenso do que o do post anterior. No exercício anterior um dos jogadores tentava colocar a bola na parte exterior do campo e o outro apenas defendia. Neste exercício ambos os jogadores tentam jogar mais "ofensivamente". 

Isso provoca mais desiquilíbrios e uma muito maior necessidade de deslocação.

Era bastante evidente a dificuldade que isso causava ao adversário sempre que era criado um ângulo tirando o jogador completamente do campo para depois bater a bola seguinte para o espaço aberto.
Correu tão bem, que o treinador esqueceu-se de nos dizer para descansar, e depois de fazer isso durante 45 minutos tive de ir beber água com dois pacotes de açúcar. 

Não tinha lanchado. No fim do treino o treinador disse-me: agora já sabes jogar ténis!


Experimentem..mas lanchem primeiro!


Bons treinos!

22 December, 2011

Sapatinho de Natal...

O que eu queria para o meu sapatinho de Natal este ano?

Asics Gel Resolution 3 - Considerados em muitas reviews como um dos melhores sapatos que por aí andam. Decididamente a experimentar, apesar de a cosmética deixar um bocado a desejar. Mas já que falam tão bem dele, vale a pena experimentar.

Adidas Barricade 7 - Por incrível que pareça, nunca experimentei qualquer sapato de ténis da marca Adidas. Nunca me convenceram, apesar de saber que os Barricade são um modelo de referência. Sempre os achei muito altos e pesados, e eu gosto de sapatos mais perto do chão. No entanto a review desta última versão deu-me mais alento, e são um sapato a experimentar.



KSwiss Big Shot - Para mim os sapatos mais bonitos que por aí andam. E muito rentes ao chão. Segundo as críticas pecam apenas pela tração. Este vão ser os meus próximos. De certeza! Gosto muito do sapato e das coisas que o Gael Monfils faz com eles.

Nike Zoom Breathe 2K11 - Sendo a marca que mais uso, não podia deixar de incluir na lista os Zoom Breath 2K11. Depois do fiasco que foi a compra dos meus atuais Nike Court Ballistec 3.3 (que ainda doem um pouco), estou cheio de saudades dos meus Zoom Breath 2010 (ainda os tenho mas a sola já parece um pneu slick de fórmula 1), e este novo modelo, se tiver melhorado a durabilidade da sola, vai ser o meu sapato de eleição para o futuro.


20 December, 2011

Consistência Defensiva e Ofensiva


Hoje no treino fiz um exercício que adorei. Simples e muito completo.

O objetivo é treinar a consistência de dois modos: consistência defensiva e consistência ofensiva.

Bastam dois jogadores, 4 pinos e um court de ténis. Simples.

De um lado do campo são colocados dois pinos, cada um a cerca de 1,5 a 2 metros da marca central do campo.

Do outro lado do campo (do lado direito da imagem abaixo) são colocados dois pinos mas ligeiramente mais separados.


Quem está do lado esquerdo (com as marcas mais próximas) tem de bater a bola para o outro lado do campo para as pontas, ou seja, tem de bater a bola entre os pinos contrários e as linhas laterais.



O objetivo aqui é manter a consistência mas abrindo ângulos e obrigando o adversário a mover-se no campo. A troca de bolas deve ser agressiva mas cooperante, com foco na profundidade de bola e spin. O objetivo não é bater winners mas sim obrigar o adversário a falhar.

Quem está do lado direito (com as marcas mais separadas entre si), tem de bater a bola para o centro do outro lado do court, ou seja, tem de bater a bola entre os pinos contrários.


O objetivo deste jogador é manter consistência defensiva, uma vez que o adversário está a movê-lo no campo, e devolver a bola profunda e para o meio do court.

O truque aqui é manter um ritmo que permita aguentar 15 ou 20 pancadas seguidas, e evitar cair na tentação de bater o winner. É um excelente exercício que pode ser feito em qualquer altura, que dá imenso ritmo e permite treinar a consistência e a movimentação.

Passado algum tempo os jogadores devem trocar de lado. O jogador que estava a defender passa para o outro lado do campo, e o jogador que estava a mudar a direção da bola passa a defender e a tentar devolver a bola para o meio do court.

Bons treinos.

18 December, 2011

Serviço Púbico - A revolta do utente!

Jogando ténis no estádio nacional há vários anos (e a pagar - não como uns e outros que entram no campo "à socapa"), tenho por hábito jogar muitas vezes nos campos rápidos (R2 ou R3) perto do Clube de Tiro no Estádio Nacional.

São campos com um piso "mau" (para ser simpático), mas isolados, sossegados e no meio de uma bonita paisagem, o que me agrada muito.

Nestes últimos anos, qualquer pessoa que jogue com alguma regularidade no campo R2 ou R3, já se deparou com a existência de uma autêntica relíquia arqueológica um banco, que ao longo dos anos se tem vindo a desintegrar. É um banco com uma estrutura em ferro e com tábuas de madeira que os jogadores utilizam para descansar entre os intervalos dos pontos.

Este é o estado em que ele está atualmente.




Deplorável, não?

Ora, este banco, que lá está há cerca de 8 anos, agora já nem está em um estado que possibilite alguém se sentar. E reparem que eu falei em "banco" e nao "bancos". 

Exatamente, é apenas um banco para dois courts de ténis, sendo que muitas vezes o banco está no court R2 e outras vezes está no court R3 - julgo que pela lógica os utentes devem pegar no banco e arrastá-lo para o court em que estão a jogar.

Ora, por 5.5€ / hora (e normalmente jogo sempre duas horas), acho que tenho o direito de ter uma cadeira ou banco para me sentar durante as trocas de pontos ou para pousar o saco de ténis.

Refiro-me a este tipo de cadeira.


Dezenas e dezenas de courts de ténis tem este tipo de cadeira, já que são adequadas a ambientes ao ar livre e são baratas. Normalmente estão amarradas à vedação do campo para não serem levadas pelos amigos do alheio. Solução simples, barata e eficaz - e já não existem mutias destas!

Durante anos, literalmente anos, quem já lá jogou comigo, já me ouviu dizer: "mas custava comparem 4 cadeiras daquelas brancas de esplanda, que custam o quê? 4 ou 5 euros, e colocarem-nas aqui para as pessoas se sentarem? Isso custava alguma coisa?".

Bom. Durante vários anos interroguei-me sobre qual seria a dificuldade desta tarefa para o Instituto do Desporto que gere e mantém o Estádio Nacional. Rapidamente me apercebi que tinha de fazer alguma coisa.

E fiz.

Falei com a recepção do centro de Ténis no Estádio Nacional, enviei e-mails através do site do utente do Estádio Nacional (http://jamor.idesporto.pt/) e diretamente para o Instituto do Desporto (http://www.idesporto.pt/). 

Nunca recebi resposta e o banco pré-histórico lá continua!

Recentemente decidi resolver o assunto pelas minhas próprias mãos. Quando o "governo" não resolve o problema do povo, cabe ao povo sair à rua e resolver os seus problemas por si próprio!

Munido desta ideia, e com extrema motivação, não fui para a rua protestar, mas fui comprar duas cadeiras de plástico, para as colocar nos campos rápidos descobertos do Centro de Ténis do Estádio Nacional. Afinal, já lá deixei umas valentes centenas de Euros em aluguer de campos durante vários anos, mais 20 ou 30 Euros não me vão matar.

Além das cadeiras comprei uma saqueta de 30 braçadeiras para as amarrar à vedação pela módica quantia de 3,94€. Refiro-me a estas pequenas peças de plástico.


Depois de todo o plano montado, hoje fui finalmente colcoar as cadeiras no campo R3 do estáido nacional.




Com uma valiosa ajuda, que desde já agradeço, ;), levei as duas cadeiras até ao campo e prendi-as à rede. No total demorou cerca de 5 minutos e custou menos de 40€ / campo.


Trata-se, como é óbvio, de um gesto simbólico, que espero (e talvez esteja a ser otimista), capte a atenção para a melhoria de condições de uma infraestrutura com imenso potencial, que é o Estádio Nacional, mas que está atualmente muito mal tratado. E por vezes existem soluções simples!






Tenho alguma curiosidade agora em ver quanto tempo as cadeiras lá vão ficar. Espero que não as estraguem rapidamente ou que desapareçam misteriosamente. A ver vamos...

Quando forem jogar ao R3, já sabem a quem agradecer ;)

Abraço.

TORNEIO ESCADA CHAMPIONS TOUR 2012!!!

Bem-vindos ao novo torneio escada do Online Tennis Blog (www.online-tennis.blogspot.com), Champions Tour 2012.

Este torneio é um típico torneio em escada, jogos de singulares à melhor de 3 sets (alternativamente com o terceiro set disputado como um super tie-break), em que qualquer jogador poderá desafiar os 8 jogadores disponíveis acima ou abaixo do ranking.

O sistema de pontos é baseado no número de jogos ganhos, tanto pelo vencedor como pelo jogador vencido. O número máximo de pontos é 39 em um jogo a melhor de 3 sets (7-6,6-7,7-6).

1. Se o vencedor é o jogador melhor classificado, recebe 39 pontos menos o número de pontos ganhos pelo adversário.
2. Se o vencedor é o jogador menos bem classificado, ganhará os pontos do jogador derrotado, mais 39 pontos, menos o número de pontos ganhos pelo adversário.
3. O jogador derrotado ganha sempre 1 ponto por cada partida ganha.

O resultado do terceiro set deverá ser registado como 7-6, mesmo que se disputado como um super-tiebreak (até 10 pontos com diferença de 2).

A marcação dos jogos fica a carga dos jogadores, mas é baseada num sistema de desafio. Após ser efetuado um desafio o jogador tem até 3 dias para responder. Caso não o faça o desafio é automaticamente cancelado, ficando os jogador livre para desafiar outra pessoa.



O registo no torneio é grátis.


O vencedor receberá, no fim do ano de 2012, uma raquete de ténis!.

O torneio realiza-se entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2012.


Inscrevam-se já!

16 December, 2011

We are going Global!! Global Tennis Network



Em um período de grande atividade, em que o Online Tennis Blog, lançou recentemente o seu novo fórum, já com muita atividade, lançamos agora a rede de ténis no Global Tennis Network.

O que é isto?

Ora bem, o Global Tennis Network é um site (http://www.globaltennisnetwork.com) de utilização grátis para a organização de torneios de eliminação, torneios em escada, localização de campos de ténis, entre outras funcionalidades.

Uma rede, é uma maneira de agrupar jogadores, ligas, torneios e torneios de escada em um único local virtual. As redes são ideais para clubes de ténis, associações, grupos de amigos ou grupos de interesse, como é o caso do Online Tennis Blog.

A utilização desta rede é, obviamente, grátis, mas por convite ou mediante aprovação.

Para já podem registar-se através do seguinte link: Online Tennis Blog Network. Coloquem os vossos dados e uma foto.

Depois de termos alguns membros, podemos começar a criar torneios, de eliminação ou torneios em escada. Até será possível (caso o número de utilizadores assim o justifique), que alguns elementos criem os seus próprios torneios. Estou claramente aberto a sugestões.

Para já esta iniciativa está aberta a todos os leitores do blog. Convidem amigos para tentarmos arrancar um torneio em escada no início de 2012.

Abraço.

10 December, 2011

Online Tennis Fórum


Sempre foi um dos objetivos deste blog um dia vir a ter um fórum de discussão.

Este dia chegou.

O fórum está disponível, após registo, a todos os leitores do blog Online Tennis. É uma ferramenta para todos falarmos e discutirmos tudo sobre ténis.

Desde ténis internacional, a raquetes, sapatos, cordas, dicas e instruções, saúde, fitness, e troca e venda de material desportivo.

Está também disponível uma secção para "postarem" dicas, sugestões e críticas ao funcionamento do fórum.

Seja o primeiro a colocar um post em qualquer um dos fóruns já existentes.

Divirtam-se!

O endereço ficará permanentemente aqui no lado direito do blog.

http://ontb.portugueseforum.net/

09 December, 2011

Subir a escada...

Se não estivermos lá, de certeza que .. não vai sair nada de jeito!

Pode não ser bem assim, mas dá para entender. No ténis o jogo de pés e a capacidade de deslocação são um fator chave. É também um fator equlizador, ou seja, um jogador com muito menor capacidade tenística (i.e. ténica e talento), pode ganhar apenas por ter uma melhor capacidade física, movimentação e jogo de pés.

Além de ser uma característica tão importante é também curiosamente das mais "fáceis" de obter ou melhorar. É muito mais rápido (e proporciona melhores resultados) melhorar a forma física do que a esquerda a uma mão ao longo da linha ou o serviço. Basta apenas trabalhar para isso (saltar à corda 20 minutos 3 ou 4 vezes por semana é assim tão difícil?)

Além de saltar à corda (a melhor invenção de sempre), algo que pode melhorar imenso o jogo de pés são os exercícios de escada (ladder). Um "aparelho" deste género.



Para desenvolver a sua capacidade de se mover para a frente e para trás mas tanbém para os lados, nada melhor que fazer alguns exercícios numa escada.

Existem imensos tipos de esquemas que se podem fazer. O segredo é no entanto adoptar uma posição atlética com as pernas dobradas e o peso do corpo na ponta dos dedos do pé. Mantenha as mãos na frente do corpo como se estivesse a segurar na raquete (os exercícios podem mesmo ser feitos com a raquete na mão).

Aqui ficam apenas alguns exemplos do que se pode fazer. Com uma breve pesquisa por vídeos na internet podem facilmente descobrir dezenas de exercícios diferentes.



Afinal, uma corda e esta escada, dobradas, ocupam muito pouco espaço no saco de ténis :).

Bons jogos.

08 December, 2011

É muito lixado...


.. quando temos um espetacular campo coberto, com um piso perfeito.. reservado durante duas horas num feriado de manhã, e ninguém para jogar...

03 December, 2011

A idade (não) conta!

Quando se começa a avançar na idade (e já vou nos 35), começa a fazer diferença se jogamos contra alguém na casa dos 30, dos 20 (ou até menos) ou dos 40, 50 ou acima.

Principalmente, quando jogamos contra alguém mais novo, deparamo-nos quase sempre com alguém em melhor forma física com maior resistência e velocidade. Mas nem sempre é assim e é um erro assumir imediatamente o contrário.

Recentemente, ao jogar para um torneio contra um adversário uns anos mais novo, entrei em campo basicamente a pensar que não ia ganhar (e não ganhei, mas por outra razão que já vão perceber).

Durante o primeiro set tentei jogar ao ataque, tentando retirar a variável "velocidade" da equação. A minha tática era ganhar o ponto o mais cedo possível e manter o adversário constantemente sobre pressão. A minha ideia era não entrar em longas trocas de bola do fundo do campo onde o meu jovem adversário teria clara vantagem física. Perdi o primeiro set 6-2, mais por ter apostado no plano de jogo errado do que por ter sido "batido" fisicamente.

No segundo set acompanhei o resultado até aos 2-2. Pela primeira vez segurei o meu jogo de serviço por duas vezes consecutivas.

No jogo seguinte fiz o break e adiantei-me para 3-2, e a dada altura comecei a perceber que o meu adversário estava a ficar cansado. Mas estranhamente, eu não! Devia ter sido para mim uma indicação a proeminente "barriguinha" do meu mais novo adversário, ao contrário da minha que cada vez fica menor :).

Comecei cada vez mais a jogar o meu jogo (que é atacante), mas agora dentro da minha "zona de conforto". E resultou muito melhor que no primeiro set. Ganhei a segunda partida por 6-2, contra um adversário já visivelmente cansado, a apressar os pontos e a cometer já muitas duplas faltas (as pernas..ai as pernas..). O momento estava do meu lado.

Quando perguntei se ele queria disputar um terceiro set ou um super tie-break (tie-break até 10), ele rapidamente escolheu disputar o super tie-break. Mais um sinal do cansaço. Eu pelo outro lado sentia que no terceiro set eu teria a vantagem. Mas regras são regras.

Continuava a sentir-me confiante. Sendo o serviço uma das minhas melhores armas, e sendo essa a pancada mais importante no tie-break (para mais com o eu adversário a cometer várias duplas-faltas) sentia a vitória já perto. Rapidamente me adiantei para 7-3. Estava a 3 pontos de ganhar um encontro para o qual entrei a dá-lo como perdido. Foi nesse momento que perdi o jogo. Quando o dei como ganho.

Cometi alguns erros permitindo que ele nivelasse o resultado a 8-8. O próximo ponto era crucial. Quem o ganhasse teria match-point. Dois serviços para ele. Eu pensei "com sorte ainda faz duas duplas faltas". Em vez de pensar no que eu ia fazer, estava a pensar no jogo dele. O resultado?. Dois winners de serviço para ganhar o jogo. Acontece.

Tal como estudamos o adversário durante o aquecimento (especialmente se for alguém com quem estamos a jogar pela primeira vez), em relação às suas pancadas e técnica, também o deveríamos fazer em relação à sua capacidade física.

Eu caí no erro de assumir imediatamente que por alguém sem mais novo seria necessariamente mais rápido e teria mais resistência física. Esqueci-me de todas as minhas idas ao ginásio, corridas, sessões de salto à corda, aulas e RPM, Pump e de ténis. Afinal, não estou assim tão mal. Acabei por vencer o adversário na batalha física. Só não venci no ponto crucial.

Afinal, aqui o "velhote" ainda está em forma! ;)




String Review - Prince Beast XP - Durabilidade

E ao terceiro jogo, a Prince Beast XP, quebrou.

Nota negativa para durabilidade.

02 December, 2011

Racquet Review - Wilson BLX Blade 98 (Updated)






Em Março deste ano escrevi aqui uma review detalhada da raquete Wilson BLX Blade 98 após ter feito um treino de uma hora com esta raquete, na altura emprestada pelo treinador.


Tendo-a recentemente adquirido, é quase obrigatório atualizar aqui a review sobre esta raquete, até porque desta vez já fiz vários jogos e treinos com ela.


Pancadas de Fundo do Court
Sendo  mais leve que a Vantage, mas com o mesmo equilíbrio (6 pts HL ou 325mm), não é de estranhar que tenha achado esta raquete menos potente que a minha custom made. Não me interpretem mal. É uma raquete com alguma saída de bola, mas é sem dúvida uma raquete mais virada para o controlo. Se quer algo para manter a bola profunda sem fazer muito esforço ou ajudar a servir bombas, então esta não é a raquete para si. Mais vale comprar a Babolat Pure Drive, por exemplo.


Com a pancada de direita é necessário bater "através da bola" para ter a mesma profundidade que tenho normalmente com a Vantage - o que não é necessariamente mau, porque me obriga a jogar de um modo "tecnicamente correto".


Com a esquerda o caso é completamente diferente. Já na primeira review escrevi que tinha sentido a esquerda a funcionar em pleno com esta raquete. Sendo mais leve é mais fácil e rápido "armar" a minha esquerda a uma mão fazendo com que bata a bola bem mais cedo que o normal (problema #1 com a minha esquerda). 


Desde o grip (sim, porque o da Wilson é muito diferente), à secção da garganta da raquete, à estabilidade, bater a esquerda com esta raquete é excelente.


Serviço
No serviço a raquete é menos impressionante do que nas pancadas de fundo do court. Destaca-se mais nos serviço em slice ou em kick, já que é fácil gerar velocidade no swing. No primeiro serviço chapado a bola não sai com tanta velocidade como com a Vantage, provavelmente devido ao menor peso.


Volley
Esta é talvez a categoria em que esta raquete mais se destacou. Os volleys são compactos e saem com peso. A raquete é bastante manobrável à rede para permitir bater bem a bola à frente do corpo.


Estabilidade
A sigla BLX refere-se à tecnologia desta raquete que utiliza "fibras de basalto" para dar maior estabilidade à raquete. Pois bem, a raquete é sólida q.b., mas nada dá mais estabilidade do que o próprio peso. E isso é o que lhe falta. Já fiquei algumas vezes com o pulso a doer com esta raquete ao bloquear serviços mais potentes. A raquete "torce" ao longo do eixo vertical - muito provavelmente devido à falta de talento do jogador mas também devido ao fator peso.

Resumo
No post anterior escrevi que "Se já não tivesse encomendado as Vantage...acho que ia escolher este modelo". 


Ainda bem que não o fiz. Continuo a preferir as minhas raquetes Vantage. A BLX Blade é uma boa raquete para jogadores que querem uma raquete mais orientada ao controlo com potência q.b. e que joguem mais à rede.


Provavelmente vão ver aqui brevemente mais um post de classificados... ;)


Especificações:
Cabeça da Raquete: 98sq. in. / 632 sq. cm. 
Comprimento: 27 inches / 68.5 cm 
Peso (sem corda): 304g
Peso (com corda): 320g
Equilíbrio: 6pts Head Light (32,5cm)
Perfil: 22-21-21 mm
Swingweight: 335
Rigidez: 64 RA
Nível de Potência: Baixo / Médio 
String Pattern: 18 / 20
Tensão Recomendada: 24 a 28 Kg

Avaliação (0-10):
Potência: 6.5
Controlo: 8.5
Estabilidade: 8.5
Feel: 8.0
Conforto: 7.5
Top-Spin: 7.0 
Slice: 8.0
Serviço: 7.0
Pancadas de Fundo do Court: 7.5
Volleys: 9.0