10 January, 2012

Reflexões sobre 2011




Com cada novo ano vem a necessidade de rever aquele mesmo agora terminou. É tempo de balanço.

Revistas, jornais, programas de televisão, sites e blogs fazem-nos recordar, muitas vezes com música de fundo, os principais momentos e jogadas do ano.

Certo que foi uma época em que Djokovic ganhou tudo, Nadal venceu em Paris e garantiu a Saladeira para o seu país, Federer terminou a época em alta e Tsomga prometeu muito para 2012.

Mas e o nosso próprio jogo? Quais os nossos grandes momentos de 2011?

Claro que a nossa história será sempre menos entusiasmante que a da grande época do Djoker - mais uma luta constante de guerreiros de fim-de-semana em um qualquer torneio escada perto de si.

Por mais ridiculo que o conceito possa parecer, faz sentido olharmos para trás e avaliarmos a nossa própria relação com o nosso jogo, já que é nele que tantas vezes expressamos aspetos da nossa personalidade, física e emocional, muitas vezes com ainda maior intensidade do que na nossa vida diária.

Uma revisão do "nosso" ano que passou é uma revisão de nós próprios, a fazer aquilo que mais gostamos.

 Aqui fica a recordação dos meus momentos mais marcantes de 2011.

 - Foi, felizmente, um ano sem lesões graves. Apenas um ligeiro estiramento tratado em 3 semanas (obrigado à minha prima pela máquina de ultra-sons portátil). Mantive-me saudável e consegui melhorar bastante a minha forma física. Descobri um segredo que provavelmente me irá acompanhar durante muito tempo: saltar à corda! Mas não digam a ninguém. :)

- Nem todos os momentos memoráveis podem ser agradáveis. Em Maio joguei para um torneio contra um bom adversário que já conhecia muito bem do meu clube de ténis. Depois de estar a ganhar por um set e um break tive um momento de completo bloqueio. Uma "branca". Não consegui fazer nem mais uma bola de direita. O meu braço pesava uma tonelada. De tal modo que para o fim do jogo já fugia à direita para bater a esquerda. Em um momento de frustração atirei ao chão uma excelente Wilson ProStaff 95 Classic (um autêntico sacrilégio) que, evidentemente, se partiu. Um ponto baixo do ano, mas com o qual viria a aprender muito. No fim do jogo pedi desculpa pelo meu comportamento. Jurei a mim mesmo que nunca o voltaria a fazer. E não o fiz.

- Este ano a minha mulher passou a ter aulas de ténis - e juro que foi por iniciativa própria :) Fomos jogar os dois algumas vezes e acreditem que ela tem futuro. É muito bom poder partilhar o que mais amamos fazer... com a pessoa que mais amamos.

- Antes do Verão estava a jogar melhor do que nunca. No entanto o torneio ditou novo encontro contra o adversário contra o qual eu tinha partido a raquete ProStaff 95 dois meses antes. Apesar da confiança que tinha na altura, fui para o court com o sobrolho franzido a pensar no que tinha feito no jogo anterior. Joguei de um modo quase perfeito: 6-1 e 6-0. Joguei na zona. Aprendi que posso perder contra o adversário mas mesmo assim ganhar.. o tal jogo interno (The Inner game of...lembra-me qualquer coisa). Neste dia ganhei duas vezes. Foi a melhor vitória do ano - e a que me deu pontos suficientes para terminar no 20º lugar do ranking do torneio escada... (já que estão a pensar nisso, o número de inscritos era +60).

Jogar ténis faz-nos sentir vivos. É uma expressão (máxima) da nossa alegria, empenho, saúde, agilidade e capacidade de superação.

E nada melhor que recordar os melhores momentos do ano passado para nos relembrarmos disto mesmo.

Abraço.

4 comments:

FerFilTénis said...

Bom, muito bom....

Eu infelizmente tenho memoria curta, só me lembro da vitória sobre alguém em 3 sets e uma Prince Tour 100 novinha partida, já este ano de 2012 :-p

LC said...

:)

Amigo...isso é nervos :) Tb já me aconteceu..e é uma sensação horrível. Mas aprende-se com isso tb. Acredita que tão cedo não partes outra.

E eu.. lembro-me "vagamente" de uma vitória no fim do ano por 6-2 / 6-1 para o MBP, lá para os lados de Lourel!! :)

Abraço.

Guilherme said...

É isso mesmo... ténis é arte, é paixão, é ilusão! É a expressão de como estamos, se ansiosos ou se descontraídos no nosso dia-a-dia. E aquelas magníficas imagens, em clips fantásticos do Eurosport, fazem-nos iludir. É um mundo glamoroso, de lindas mulheres, mas muita técnica, muita tática e muita inteligência e perspicácia. Cada vez estou mais convencido que o ténis, como outros deportos, é revelador da inteligência humana. Um excelente ano tenístico (sem lesões nem raquetes partidas)!

Morgaine said...

Agora fico com a consciência pesada por andar a baldar-me aos treinos :(
Confessa lá. era o teu objectivo, não era? :P
Adorei...<3

...fofinho :D