29 February, 2012

Batalha de 1210




Não, não é uma batalha histórica de uma grande nação conquistadora.

Não é Batalha da Salga em as forças portuguesas, na Ilha Terceira - onde nasci, em nome de D. António I, defendiam a ilha em oposição à união com Espanha, no contexto da crise de sucessão de 1580.

Esta foi mais uma batalha tenística. Tal como a lendária batalha de 1816, em que John McEnroe derrotou Bjorn Borg no tie-break do quarto set no, considerado por muitos, melhor jogo de todos os tempos, a meia-final de Wimbledon de 1980.

Esta batalha foi entre mim e Tiago Vilela, no tie-break do segundo set para o torneio MyBreakPoint.

Apesar de eu ter ganho o primeiro set por 6-4, o segundo foi uma verdadeira batalha decidido apenas no tie-break. Sempre equilibrado, foi um tie-break muito bem jogado, sempre com incerteza no resultado, com vários set-points e match-points para cada lado.

Como disse um dia Jimmy Connors, o ténis é sobre o que fazemos quando estamos no tie-break a 6-6.

Nem mais!

Bons jogos.

27 February, 2012

Uma questão de escala...



Por pouco o post abaixo não indicava que eu tinha adicionado 2g em vez de 8g.

Aliás, inicialmente eu pensava que tinha adicionado 2g. Passo a explicar. Eu utilizei fita de chumbo "lead tape" da Unique. Ora, esta fita indica ma caixa que 4 polegadas (aproximadamente 10cm) desta fitam pesam 1/4 (0,25) gramas.

Como tensionava adicionar pouco peso, coloquei 8 fitas de 10 cm (8 X 0,25g = 2g) na posição 3 e 9 da cabeça da raquete. O resto já sabem.

Afinal, vim a saber que o que está escrito na embalagem é um erro. Cada fita de 4 polegadas pesa na realidade 1g. Logo... noves-fora-nada... adicionei 8g e não 2g.

Agora pergunto eu.. como é que um produto que tem o único objetivo de adicionar peso a uma raquete de ténis... tem o peso mal escrito nas instruções.

Incrível, não?

Através de uma breve pesquisa descobri rapidamente que é um problema conhecido já por muitos aficionados do ténis!

Enfim, uma questão de escala!

25 February, 2012

Uma questão de peso...


Nunca o tinha feito. Mas motivado por uma longa e excelente conversa em uma thread no fórum do Tennis Warehouse, decidi fazê-lo.

Mas comecei devagar. Adicionei apenas 8g de peso à minha raquete Vantage Custom Made.

É a raquete com a qual jogo há cerca de 3 anos e meio, e que tem as seguintes caraterísticas.

Cabeça: 100sqin
Peso (sem corda): 310g
Equilíbrio (sem corda): 325mm (6 PT HL)
Rigidez: 63RA

Não sendo já uma raquete propriamente muito leve, sempre a encarei como já algo "pesadota", estável, com bom controlo e alguma saída de bola.

Munido de toda uma parafernália de instrumentos, montei "bancada" no meio da sala, debaixo do olhar inquisidor da minha mulher, e meti mãos à obra.

Utilizei um pack de fita de chumbo, ou lead tape, que comprei há alguns anos mas que nunca tinha utilizado.

Coloquei tiras de 10cm, que equivalem a 1 g, desta fita auto-colante, na cabeça da raquete, na posição 3 e 9. Se imaginarem os ponteiros de um relógio, é fácil perceber onde fica localizada a fita. Algo como a imagem seguinte.


Repare que aqui é importante colocarem a fita nos dois lados da raquete, para que o peso fique uniformemente distribuído. Coloquei então primeiro 4 fitas, duas na posição das 3 horas, como acima, e duas na posição das 9 horas, perfazendo um total de 4g. Voltei a colocar mais 4 fitas sobre as anteriores para dobrar o peso para os 8g.

Vamos ver então onde adicionar peso consoante o objetivo que se tem em mente.

Aumentar a Estabilidade
Esta é provavelmente a razão mais comum para adicionar peso a uma raquete. COlocar o peso nos lados da cabeça da raquete, às 3 e 9 horas, como acima, não só torna a raquete mais pesada, como irá reduzir a tendência para a raquete rodar sobre si mesma num eixo vertical durante o contacto com a bola fora do sweet-spot - é isto a que se chama "estabilidade". A potência também irá aumentar uma vez que a massa da raquete também aumenta. Não é recomendável adicionar peso diretamente na posição das 12 horas, na ponta da raquete. Isso irá diminuir consideravelmente a manobrabilidade da mesma.

Aumentar o peso sem alterar o equilíbrio
Para aumentar o peso sem alterar significativamente o equilíbrio, deve adicionar peso na zona da garganta da raquete ou na posição das 6 horas, como na imagem abaixo.


Tornar a raquete mais Head-Light
Para tornar a raquete mais Head-Light, ou seja, com o peso mais distribuído na direção do grip, deve adicionar peso na parte inferior da raquete. Muitas vezes o que se faz é adicionar lead tape debaixo do overgrip ou mesmo do grip. Outra possibilidade é adicionar peso dentro do punho da raquete. Uma boa ideia para adicionar peso deste modo, é inserir, enrolado dentro de um algodão, pesos utilizados em pesca. Adicionar peso dentro do cabo da raquete pode ser também feito para contra balançar o peso depois de já termos adicionado peso em outros locais na cabeça da raquete.


Deixem-me então partilhar convosco a minha experiência. Apesar de ter adicionado apenas 8g, a raquete ficou não ficou muito diferente. O ponto de equilíbrio manteve-se quase o mesmo - variou menos de 1cm. 

A jogar, durante os primeiros 10 minutos resisti à tentação de retirar o peso da raquete, tal era a sensação de estranheza. Mas depois de já ter feito 3 jogos completos, tenho quase a certeza que o caminho agora ... é sempre em frente. Há que dar oportunidade para nos habituarmos.

É por tentativa e erro. Convém começar com pouco peso e ir adicionando aos poucos. Ao principio sente-se muito a diferença porque o timming das pancadas é alterado. Mas, no meu caso, a habituação foi muito rápida e ganhei imenso em conforto, potência e estabilidade.

Tenho maior profundidade de bola, o serviço está melhor e com menos esforço do ombro, tenho melhor capacidade para bloquear serviços fortes dos meus adversários e de devolver a bola profunda sempre que estou em apuros.

É tudo uma questão de peso :)

23 February, 2012

ASICS Gel Game 3.. em Hard-Court


Ontem joguei pela primeira vez com os ASICS Gel Game 3 em Hard Court, ficando assim completo o triunvirato de superfícies onde normalmente jogo. Relva, terra-batida e hard-court.

Das três destaco claramente a terra-batida. Como já tinha escrito anteriormente parece-me que é um sapato mais talhado para superfícies mais macias como a terra ou a relva sintética. Aliás, se tivesse de indicar um ranking seria claramente

1º Terra batida
2º Relva
3º Hard-Court

Não me interpretem mal. Gostei bastante dos sapatos em hard-court. Continuam a ser muito confortáveis, leves, e adoro a sensação de estar perto do chão. A tração é excelente (mas também a sola ainda é nova). Aquilo que se nota uma pequena diferença é na estabilidade lateral.

Em mudanças de direção mais agressivas, senti uma ou duas vezes o pé a movimentar-se no sentido contrário dentro do sapato. Tinha-os enlaçado algo largos. Depois de os ter apertado essa sensação passou. Mas sendo um sapato de gama média (os Gel Game estão abaixo dos Resolution), é normal que não cumpra na integra todos os requisitos de um sapato de hard-court topo de gama.

Para o fim do jogo comecei a sentir a fricção do pé dentro do sapato o que me causou o início de algumas bolhas. Normalmente acontece-me com sapatos novos, e além disso ainda não cloquei as minhas palmilhas nestes ASICS.

Mas é como disse, até agora ... prefiro estes. Principalmente para terra e relva. Provavelmente o que farei é acabar de gastar os Nike CourtBallistec em hard-court e usar os ASICS para terra e relva.

Bons jogos.

21 February, 2012

Vantage Bast Core BC30


Apesar de já me terem avisado cá em casa que o número de raquetes já começa a ser.. bom,  inaceitável, (o que é um completo disparate) não consegui deixar de encomendar mais esta.

Afinal, não é todos os dias que a Vantage faz mais uma sensacional época de saldos. Desde há uns anos para cá que durante dois ou três dias em Fevereiro - na data em que se assinala o aniversário da marca - que a Vantage brinda os seus clientes com fantásticas oportunidades. Foi, aliás, nestas promoções que comprei as minhas atuais raquetes, custom made. E nunca mais olhei para trás.

Desta vez os saldos incidiram não sobre as raquetes custom, mas sobre a sua nova linha de raquetes de "série", as Vantage Bast Core, que conta com os modelos BC20 (95sqin, 335g), BC30 (100sqin, 325g) e BC40 (105sqin, 325g).

Desta vez cada raquete custa, em saldo, apenas 100$ (dólares), qualquer coisa como 75€, limitado às primeiras 1000 raquetes. Um contador logo na página inicial do site indicava quantas ainda estavam disponíveis. Na altura em que escrevo este artigo ainda estão 60 unidades disponíveis. Sem dúvida uma faturação interessante para esta pequena empresa.


A linha de raquetes Bast Core carateriza-se principalmente por ter uma flexibilidade muito elevada, na ordem dos 40RA, dando em teoria muito controlo, feeling e conforto. Este thread no fórum do Tennis Warehouse fala detalhadamente sobre estas raquetes.

Vale a pena dar uma olhadela. Vão por mim. É bastante incomum encontrar raquetes de marcas mainstream com este flexibilidade. Mesmo com o valor dos portes de entrega é um bom negócio....até devido ao câmbio do dólar.

Fica a dica.






To be continued...

Hoje terminou a história.

Depois de um jogo a 3 sets ontem, as pernas não ajudaram.

Entrei mal no jogo e passei logo de 3-2 para 3-5. Consegui ainda recuperar e fiz 3 jogos seguidos para 6-5. Estive a 2 pontos da vitória mas acabei por perder no tie-break do terceiro set.

Recomeçar o jogo foi difícil para mim. Pelo menos um de nós aprendeu a lição. O adversário entrou mais agressivo do que na primeira parte e conseguiu não ficar tão exposto no segundo serviço.

Acho que vou reler este post...

Esta doeu!

6-1, 3-1, ..., e agora? - Uma história diferente..


Há alguns posts atrás escrevi sobre um 6-1, 3-1, que terminou 6-1, 7-5 a meu favor, mas que passou muito perto da derrota.

Nem de propósito. Ontem estive a ganhar por 6-1, 3-1, mas acabei por perder, 1-6, 6-3, 6-1. Foi sem dúvida um grande jogo e contra alguém que joga muito.

É sempre difícil jogar contra alguém contra quem nunca se jogou anteriormente. Os primeiros jogos são mais prudentes. De análise. Tentamos escrutinar tudo o que o adversário faz. Mandamos uma bola para a esquerda e se falhar definimos aí a nossa estratégia. Se fizer o winner de esquerda ao longo, provavelmente vamos passar a bater todas as bolas para a sua direita. Não é fácil.

Joguei melhor do que vinha a jogar recentemente. Mexi-me bem e, pela primeira vez em muitas semanas, não senti dor nos joelhos. No primeiro set joguei na zona e ganhei 6-1, com várias jogadas fantásticas de ambos os jogadores.

Tal como na outra vez, estava consciente no início do segundo set que ali era a altura para estar concentrado. É muito comum sofrer o break logo no início do segundo set, principalmente quando se ganha o primeiro. Rapidamente fiquei com um break a maior e a liderar a segunda partida pode 3-1.

A partir daí, foi tudo rápido. Rápido demais.

Foi a partir desse ponto que cada um dos jogadores tomou uma opção que viria a tornar-se crucial. Um deles tomou a opção correta. O outro não. Adivinhem quem é quem :)

O meu adversário ajustou o seu jogo de volta ao seu nível de conforto - já que tinha passado a parte anterior do jogo a tentar acompanhar o meu ritmo. Já eu, como já devem ter percebido eu tomei a opção errada. Acelerei ainda mais o meu jogo, tentando acabar os pontos ainda mais rapidamente. Saí da minha zona de conforto e perdi o jogo.

Mas se no outro jogo o resultado foi melhor que a exibição, este foi precisamente ao contrário. Perdi o jogo mas ganhei o meu "inner game".

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A vertente social destes torneios é também muito importante. Depois de um dia cansativo em que estava com alguma neura, conhecer uma pessoa muito simpática, conversar sobre ténis, jogar ténis... e divertirmo-nos... é tão importante. Mesmo. Obrigado.

18 February, 2012

To be continued...


Nunca me tinha acontecido. Um jogo que não terminou, devido a limite de tempo do aluguer do campo. 2-6 / 6-2 / 3-1. Eu a servir.

Continua amanhã.

Outro dia, outro campo, outra superfície.

Outro jogo.


15 February, 2012

Shoe Review - ASICS Gel Game 3



Conforme prometido, aqui está a primeira review depois de duas horas de jogo com os meus novos ASICS Gel Game 3.

Apetece-me gritar YESSSS!!!!

Finalmente, depois de dois anos à procura do meu novo sapato de eleição, acho que finalmente posso dizer que o encontrei.

Tem tudo o que eu gosto num sapato de ténis: leve, junto ao chão e confortável. Se for durável ainda melhor, mas sinceramente prefiro comprar sapatos de 6 em 6 meses do que apenas uma vez por ano mas estar sempre com os pés a doer.

Os ASICS Gel Game não requerem qualquer tempo de adaptação ou break-in. Foi a primeira vez que os usei, e diretamente da caixa, adaptam-se muito bem e parece que já os usamos há vários meses. Neste aspeto: cinco estrelas.

Os sapatos são leves e dá para ver que no Verão também são relativamente frescos. Apesar do seu baixo peso, a estabilidade é muito boa. Toda a parte do calcanhar é envolvida por uma estrutura interior mais rígida que mantém esta parte do pé bem segura em movimentos mais agressivos.

É algo que venho a dizer já há vários anos. Não é necessariamente verdade que para se ter grande estabilidade tenhamos de optar por um sapato "pesadão" tipo Adidas Barricade 6.0. A parte mais móvel do pé acaba por ser o tornozelo. Se esta parte estiver bem segura já vamos ter toda a estabilidade necessária.

A parte da frente do sapato não tem grande cobertura de borracha, mas são estas as diferenças na robustez e preço entre os Gel Game e os Gel Resolution.

Como é óbvio ainda não posso comentar sobre a durabilidade, mas com o passar dos meses vou deixando aqui updates sobre este aspecto. Não estou à espera que a sola dure mais que os Nike Court Ballistec 3.3, mas qualquer sapato que se utilize muito em Hard Court nunca vão durar muito. De qualquer modo este ano vou apontar para jogar mais tem terra batida - a ver se os joelhos aguentam mais uns anos.

Os ASICS Gel Game 3 ou os Resolution (o seu irmão mais velho), são um sapato que vale mesmo a pensa experimentar, principalmente para quem procura conforto ou tem o pé especialmente largo. Especialmente recomendados para quem joga a maior parte do tempo em terra batida ou relva sintética - ai sim, vão com certeza ter um sapato para durar um bom tempo.

E ... cuidado com esses moços que usam ténis amarelos! :)

Abraço e bons jogos.

14 February, 2012

Amarelos... muito amarelos


Chegaram os novos sapatos - finalmente.

A primeira impressão é óbvia. São amarelos, muito amarelos. Não que seja a minha cor favorita, mas estavam em saldos, e na minha busca incessante pelo sapato perfeito, sacrifiquei a estética pelo preço e pela qualidade.

Mas como diria o grande Paulo Futre ao relembrar a sua lendária conversa com Pinto da Costa sobre o Porsche da mesma cor, "ó Paulinho, olha que o carro até é bonito" :)

Depois de tentar vários modelos que, ou se gastavam muito rápido ou me magoavam o pé - sendo o expoente máximo neste capítulo os Nike CourtBallistec 3.3 que passados 6 meses ainda me doem - decidi-me finalmente por estes ASICS Gel Game 3. A ver vamos. Pelos menos as várias reviews e comentários na net são muito positivos.

Só amanhã os vou testar a sério. Para já a primeira impressão é que são bonitos, leves e muito, mas muito confortáveis. Mesmo de pijama na sala, dá para ver que são umas verdadeiras pantufas comparados com os Nike 3.3.

Em relação ao tamanho do sapato (encomendei o US 10.5), de notar que a maior parte das lojas online recomendam encomendar meio tamanho acima. Não o fiz e acho que em boa hora. Se calhar o número 11 também dava, mas este 10.5 está ótimo.

Fica então prometida a review para amanhã. Hoje ficam apenas as fotos.







13 February, 2012

TennisTV


O TennisTV é o site oficial do ATP que permite ver em direto a jogos de ténis através da internet. Já o conhecia há algum tempo mas nunca tinha subscrito, até agora.

Desde uma subscrição mensal a uma subscrição anual (por cerca de 80€), é possível aceder a vários jogos, em direto, dos principais torneios mundiais (com exceção dos Grand Slam), para além de resumos, entrevistas e alguns jogos inteiros on demand.

Os próximos torneios com cobertura neste site são São Paulo Brasil Open, San Jose, Rotterdam - ABN Amro World Tennis, Buenos Aires - Copa Telmex, Marseille, Dubai, Menphis, Miami, Indian Wells, entre muitos.

Além do site via web, existe também uma excelente App para iPad. São "apenas" 80€ por ano. Sei que em tempo de crise é muito, mas compensa - principalmente para quem como eu subscrevia a SporTV quase só para ver ténis.

Recomendo.




12 February, 2012

6-1, 3-1, ..., e agora?


Não consigo de me deixar de surpreender com as complexidades e a importância do jogo mental no ténis.

Ainda recentemente, em um encontro para um torneio, comecei imediatamente em desvantagem. Durante o aquecimento, ao ver as pancadas e a técnica evoluída do meu adversário pensei imediatamente "bom, hoje não vai ser o meu dia".

É meio caminho andado. E como já sei isso o pensamento apareceu mas rapidamente o consegui eliminar. Primeira vitória.

O jogo iniciou-se, e senti-me a jogar bem. Mexia-me bem, batia bem na bola e, principalmente, apesar do seu melhor pedigree, o meu adversário mostrava uma menor consistência de jogo.

Os jogos avolumavam-se e fechei o primeiro set por 6-1. Apesar de o resultado parecer (e ser) confortável, os alarmes dispararam na minha cabeça.

Sei, por experiência própria, que é comum, depois de se vencer o primeiro set, principalmente por uma margem dilatada, relaxar um pouco e levar um break logo no início do segundo.

Consciente disso, e apesar de ter servido bem em uma primeira partida muito longa, em que fomos várias vezes a vantagens nulas, aguentei o serviço e ultrapassei esse perigo. Segunda vitória.

Embalado e com a confiança de ter entrado bem no segundo set, fui eu a fazer o primeiro break e a levar o resultado para 6-1, 3-1. E agora? Tenho o jogo ganho? Vou ganhar 6-1, 6-1? Devo continuar a jogar do mesmo modo? Que reação devo esperar dele? 

Estes foram os pensamentos que me passaram pela cabeça. E quando a mente se foca no resultado do jogo, as bolas começam a não entrar. Era expectável que o adversário, a perder por um set e um break, alterasse alguma coisa e começasse a jogar de modo diferente.

Quebrou-me o serviço pela primeira vez no jogo e de repente, num abrir e fechar de olhos, eu estava atrás do resultado no segundo set por 5-4. Com ele a servir.

Como podia isto acontecer? Tudo mudou muito rapidamente. E se ele ganha o segundo set? Estava a ganhar por 6-1, 3-1 e de repente estou quase a perder o jogo. E se não temos tempo e jogamos apenas um super tiebreak em vez do terceiro set? Pode ser ainda ser mais rápido!

Era esta a hora da verdade. Mais uma vez estes pensamentos vieram, mas rapidamente os afastei. Ele iniciou o movimento de serviço. Eu posicionei-me atrás da linha de fundo, pernas bem fletidas e máxima atenção na bola.

O serviço veio em slice para a minha direita. Split-step, e direita ao longo 5cm ao lado da linha. Mas dentro de campo :) Sem hipótese. Foi o momento da viragem, mas desta vez para mim. Ainda salvei um set point, mas fiz um bom jogo de resposta,  e o contra-break.

O resultado era agora de 5-5. Era agora a minha vez de servir. Um jogo de serviço muito bom e 6-5 para mim. A bola e a pressão estavam agora do outro lado.

Ao segundo match-point fechei finalmente o encontro com uma dupla falta do adversário. Afinal a pressão não ataca apenas neste lado do campo. Terceira vitória.

6-1, 7-5 e a derrota vitória ali tão perto.

Abraço e bons jogos.


09 February, 2012

String Review - Babolat Excel Power (atualizado II)

A Babolat Excel Power sobreviveu a mais uma hora e meia de treino ontem à noite.

Coloquei uns string savers para prolongar a durabilidade da corda.

Em termos de tensão, e depois de 5:30h de jogo, e através de medição com a App RacquetTune para iPad, desceu apenas 0,3 Kg.

De facto uma excelente capacidade de manutenção de tensão.

Abraço.

08 February, 2012

String Review - Babolat Excel Power (atualizado)

Hoje fiz o segundo jogo com esta corda. No total foram 4 horas de jogo e a corda está praticamente a partir.

É visível já algumas fibras a quebrarem e quase de certeza que já não aguenta uma sessão de 2 horas.

Logo, nota negativa para durabilidade. Muito boa corda, mas pelo preço dura muito pouco.

Abraço.

05 February, 2012

String Review - Babolat Excel Power



Depois de uma breve lesão no ombro, que parece já estar OK - pensamento positivo - tive necessidade de encordoar as minhas raquetes com cordas multi-filamento.

Hoje joguei com elas pela primeira vez. Em um jogo para torneio - com muito vento - joguei com a Babolat Excel Power 15L.

Primeiras impressões: conforto, muito conforto. É difícil explicar como nos podemos esquecer da sensação de jogar com uma multi-filamento depois de jogarmos vários anos exclusivamente com cordas de polyester. Muito conforto e muito feel. Sente-se claramente a bola nas cordas durante mais tempo. Durante todo o jogo nunca senti aquela sensação que muitas vezes tenho com uma poly quando não enquadramos bem a bola na encordoação e sentimos no braço e no ombro toda a dureza daquele tipo de cordas.

Muita saída de bola mas algo controlada por ter encordoado a 25Kg, quando normalmente o costumo fazer a 22 ou 23kg. Curiosamente não senti muita diferença no capítulo do spin. Claramente não tenho o mesmo spin do que normalmente obtenho com uma corda de polyester mas a diferença não é assim tão notória como pensaria inicialmente.

Nas várias pancadas do jogo senti vantagens no serviço, tanto no primeiro serviço de chapa como no serviço em kick e na direita. Apenas senti mais dificuldade na esquerda em slice. Como não é uma pancada que executo bem, a "mordidela" mais eficaz de uma corda de polyester costuma ajudar, e desta vez não foi o caso.

No geral, uma experiência muito boa que, independentemente da lesão, provavelmente me vai abrir novas opções em termos de escolha de cordas.

Haaa, já me esquecia. A corda mexeu muito pouco. provavelmente por ser uma 15L. Mas sei que com tempo vai começar a mexer mais. Vou medir a tensão com a App para o iPad durante as próximas semanas para ver como se porta no capítulo de manutenção de tensão.

Mas para já, um teste muito bem sucedido.

Condições do Teste:
Tensão: 25Kg.
Raquete: Vantage Tennis, Cabeça: 100sqin, Peso: 310g 


Avaliação (0-10):
Durabilidade: 8.0
Potência: 8.5
Controlo: 6.5
Feel: 9.5
Conforto: 9.0
Spin: 5.5

Satisfação Global: 8.5

02 February, 2012

De volta às Multi's


Quem segue atentamente o blog já deve ter reparado que todas as reviews de cordas que já fiz até agora foram sempre de cordas de polyester monofilamento. De facto os grandes avanços tecnlógicos nesta área de equipamento para o ténis tem sido feitos na sub-categoria de cordas mono-filamento.

Mais do que nunca a oferta é variada, existindo agora cordas de polyester bastante confortáveis em comparação com o que acontecia há alguns anos. Desde o circuito profissional até aos jogadores de fim-de-semana, a maioria adotou este tipo de cordas. Afinal de contas dão maior controlo, tem muito maior durabilidade e na maior parte dos casos são mais baratas.

Pois é. Mas como dizia o outro - o corpo é que paga. As lesões de pulso, cotovelo de tenista e mesmo ombro parecem estar a ser cada vez mais frequentes nas fileiras dos guerreiros de fim-de-semana.

Já tendo sido operado a um ombro há cerca de 4 anos, e tendo-me ressentido recentemente desta antiga lesão, voltei a dar uma segunda hipótese às multi-filamento. São mais caras, mexem (algo que odeio), dão menos spin, mas sõa muito mais confortáveis.

Depois de tantos anos a jogar com cordas monofilamento, e mesmo tentando procurar as mais "amigáveis" é fácil esquecermo-nos do quão macias são as multifilamento. É a sensação ade jogar com um colchão de água na raquete.

Aqui ficam então algumas cordas de referência nesta categoria. Algumas delas conheço "pessoalmente" e outras apenas de ouvir falar e do feedback que vou tendo na blogosfera. A ideia é ficar aqui uma shortlist de referência para quem venha a ter o mesmo problema ou queria apenas (voltar a) tentar este tipo de cordas.

Wilson Natural Gut 17. 
Uma referência nesta categoria. Pela base de dados de performance da TW é a corda com o menor índice "stifness", logo, potencialmente a mais macia e amigável para o braço.
Outra corda de referência nesta linha é obviamente a Babolat VS Gut. São cordas caras (entre 30€ a 55€) mas mais macias do que isto não há. São também excelentes no capítulo de manutenção de tensão e em potência.
Como não há milagres, a durabilidade não é muita, mas se não partirem cordas com regularidade o investimento começa a compensar já que não tem de a substituir regularmente. Uma boa hipótese para um encordoamento híbrido.


Polyfibre Poly Hightec 18
Temos de descer bastante na tabela do ranking desta base de dados para vermos a primeira corda que não seja tripa natural - o que é uma boa demonstração do grau de conforto destas cordas. 
A distinção vai para a Polyfibre Poly Hightec 18, que pela sua elasticidade e por ser bastante fina dão um conforto soberbo. A marca recomenda mesmo encordoar esta corda com mais 2 ou 3 kg do que o normal.
Há, e trata-se de uma corda de polyester, pelo que por aqui logo se vê que para todas as regras há uma excepção.

Babolat Excel Power 16
A minha corda de eleição, há muitos anos, quando jogava ainda com a Head i.Extreme. Palavras para quê. Uma excelente multi-filamento com um preço médio, ótimo conforto e sensação.
Por experiência própria posso dizer-vos que esta corda mantém muito bem a tensão e um spin muito aceitável. Principalmente se tiverem uma raquete com um padrão de encordoamento mais aberto recomendo vivamente a Excel Power 16 ou mesmo 15L - vão ter mais durabilidade.
É uma das cordas que já encordoei ontem nas minhas raquetes.


Technifibre E-Matrix
Outra excepção que mostra que nem todas as multi-filamentos são necessariamente caras. Esta corda E-Matrix da Tchnifibre custa menos de 5$US (dólares) no site da TW.
Não é obviamente uma corda de topo, mas é muito razoável. Há quem ache que pela relação qualidade preço é mesmo imbatível. Confortável e muito bem classificada a nível de perda de tensão.
Pode ser a escolha ideal para quem quer jogar com multi-filamento mas parte muitas vezes a corda.


 Tecnifibre X-One Biphase 17
Provavelmente a corda de referência atualmente na categoria das multi-filamentos que não são natural gut. 
Foi destacada no StringForum.Net como uma das melhores não-polyester de 2010. Primeira em durabilidade, segunda em potência e spin, terceira em sensibilidade, conforto e manutenção de tensão.
E tudo isto a competir com cordas de tripa natural.
Outra das minhas escolhas agora para os próximos tempos.




Espero ter ajudado, e um abraço especial ao Diogo Alexandre que também está a passar por um processo de recuperação de lesão e necessidade de avaliar cordas alternativas.

Bons jogos.